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Smartphones andam demasiado sujos e são perigo para a saúde pública

Andam sempre connosco, pegamos-lhes a toda a hora sem qualquer cuidado, mas têm dez vezes mais bactérias do que as encontradas em tampos de sanita. Um estudo recente analisou os smartphones de estudantes e verificou um elevado nível de contaminação. Ali habitam 20 espécies microbianas diferentes.

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Os smartphones estão altamente contaminados com bactérias potencialmente patogénicas e podem agir como transmissores de infeções nas comunidades, conclui um estudo realizado por vários institutos da Universidade de Tartu, na Estónia.

 

O estudo foi elaborado junto de estudantes do ensino secundário, com idades entre os 16 e os 18 anos, cujos smartphones foram analisados para averiguação de microrganismos. Foram distinguidas as partes de trás e frontal dos dispositivos, bem como se pertencia a rapariga ou rapaz.

 

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«O método de cultura revelou contaminação bacteriana em todas as amostras. Isto é diferente de estudos anteriores onde nem todos os telefones estavam contaminados. (…) Os micróbios nas mãos do proprietário desempenham um papel importante na contaminação das superfícies dos telefones móveis», pode ler-se no estudo.

 

No total, foram detetadas mais de 20 espécies microbianas diferentes. As bactérias Gram-negativas foram encontradas em 41% das superfícies analisadas do telefone. Os contaminantes mais frequentes foram Micrococcus luteus (63%), Acinetobacter lwoffii (33%), Staphylococcus epidermidis (30%) e Staphylococcus hominis (19% ). Outros germes como S. aureus, Pseudomonas luteola e Neisseria flavescens foram encontrados cada um em um e Bacillus cereus em dois telefones móveis.

 

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O estudo revela que uma investigação anterior realizada na Coreia do Sul indicou que os telemóveis com tecnologia tátil representavam um risco para a saúde, mas não os que utilizam botões.  Neste estudo, foram encontrados organismos patogénicos nos dois tipos de telemóvel, sendo em maior número (o dobro) nos que utilizam display tátil. Outro dado interessante é que foi encontrada maior área contaminada por bactérias nos dispositivos de rapazes do que nos das raparigas, mas não foram encontradas diferenças na contagem microbiana nos telefones.

 

«Embora a Escherichia coli e Enterococcus faecalis não estivessem entre as espécies bacterianas dominantes, estudos moleculares mostraram a presença dessas bactérias fecais nos telemóveis dos estudantes do ensino secundário. As bactérias E. coli e Enterococcus spp são reconhecidos pela sua relação com o risco de infeção. Como a maioria das espécies bacterianas detetadas no nosso estudo estão presentes na microbiota da pele humana, elas provavelmente provêm das mãos do aluno», explicam os autores do estudo. Este dado vem na linha do que um estudo americano, da Universidade do Arizona, já havia referido: que os telemóveis estão dez vezes mais contaminados do que o tampo de uma sanita.

 

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