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Sexualidade, um assunto de família?

Falar sobre sexualidade com os jovens pode contribuir para que estes possam ter comportamentos e atitudes mais ajustados face à vivência da sua sexualidade.

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Ben Boyd e Jessica mantém uma relação próxima no Facebook. Jessica convence Ben a enviar-lhe uma fotografia nu. Jessica não existe, é um perfil do Facebook criado por dois outros rapazes que o usam para interagir com Ben. A fotografia rapidamente circula pela escola despoletando uma série de consequências para Ben e suas famílias. Este é o plot do filme ‘Disconnect’, de Henry Alex Rubin. Podia ser o filme de muitos adolescentes e das suas famílias.

 

Ensinos

Falar sobre sexualidade com os jovens pode contribuir para que os adolescentes possam ter comportamentos e atitudes mais ajustados face à vivência da sua sexualidade. Partilhar conhecimentos informados sobre a temática, por um lado, pode prevenir condutas sexuais de risco que possam ter consequências negativas na saúde física e psicológica dos adolescentes como, por exemplo, doenças sexualmente transmissíveis, gravidez não desejada, ou abuso sexual.

 

Por outro, pode ter um papel importante na promoção de relacionamentos afetivo-sexuais mais saudáveis e conscientes, que vão para além dos encontros coitais. Relações de intimidade, imagem corporal, igualdade e diversidade de género, orientação sexual, são também exemplos de questões implicadas na descoberta e exploração da sexualidade.

 

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Um assunto de família?

Onde fica o lugar de partilha de informação sobre as questões que inquietam os adolescentes nas suas descobertas? A escola parece arredada destes assuntos, os pares são a melhor fonte para discussão, mas não propriamente a mais esclarecida. Os pais são os mais próximos e benéficos aliados na educação, mas para uma grande maioria esta comunicação inter-geracional é difícil.

 

Segundo João Teixeira de Sousa, psicólogo clínico e psicoterapeuta, a comunicação sobre sexualidade é para muitos, tanto pais como filhos, uma espécie de zona de turbulência que dita, principalmente por parte dos segundos, a necessidade de protegerem a sua intimidade, face à possibilidade de julgamento e face à incerteza de como será percecionado pelos pais aquilo que há a ser dito. Isto nada tem de patológico e pode até ser encarado como parte do desenvolvimento do adolescente e da sua autonomia.

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