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Sexualidade segura: proteja-se das DST

Qualquer pessoa sexualmente ativa, seja homem ou mulher, pode ser infetada por uma ou mais DST.

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As doenças sexualmente transmissíveis, ou DST como são vulgarmente designadas, são infeções que passam de uma pessoa para a outra durante as relações sexuais. São provocadas por bactérias, vírus e parasitas que estão no sémen e outros líquidos corporais ou à superfície, na pele e mucosas da zona genital.

 

As DST mais comuns são provocadas por:

  • vírus: Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH), Vírus do Papiloma Humano (HPV), vírus da Hepatite B e Herpes genital.
  • bactérias: Clamídia, Gonorreia e sífilis.
  • parasitas: Tricomoníase e Pediculose Púbica (vulgarmente conhecida como “piolhos”).

 

As DST são frequentes, e muitas vezes não causam sintomas ou demoram muitos meses/anos a causa-los, ou seja, os infetados não sentem necessidade de procurar um médico ou fazer tratamento, pelo que continuam a transmitir a infeção aos seus parceiros, sem que se apercebam desse facto!   Qualquer pessoa sexualmente ativa, seja homem ou mulher, pode ser infetada por uma ou mais DST. A transmissão ocorre quer do homem para a mulher quer da mulher para o homem. É extremamente importante proteger-se!

 

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MODO DE TRANSMISSÂO

As DST são transmitidas durante as relações sexuais, quer seja sexo vaginal, anal ou oral. Algumas, como o herpes genital e o HPV, também se transmitem por contacto pele com pele (ou seja, mesmo que sem penetração).

 

SINTOMAS MAIS COMUNS

Frequentemente as doenças de transmissão sexual não causam sintomas ou demoram meses ou mesmo anos, até darem queixas.

 

Quando dão sintomas, muitas vezes apresentam-se como uma secreção anormal (corrimento mucoso ou purulento) pela vagina ou pénis que pode acompanhar-se de picadas, comichão ou sensação de queimadura na região genital. Noutros casos, apresentam-se como úlceras (feridas) genitais, bolhas ou verrugas. Podem também manifestar-se pelo aparecimento de parasitas como piolhos ou sarna.

 

Tenha em mente que algumas doenças que afetam o organismo, causando lesões noutros órgãos que não particularmente os genitais, como a hepatite ou a SIDA, podem transmitir-se por via sexual também!

 

TRATAMENTO

À exceção do herpes genital, das verrugas genitais e da infeção pelo VIH, a maioria das DST é facilmente curada com injeções ou comprimidos. O herpes genital deve ser tratado para reduzir a frequência e duração dos surtos, mas não tem cura.

 

As verrugas podem ser removidas, embora o vírus responsável pela doença (HPV) possa permanecer na pele ou nas mucosas muito tempo.

 

O VIH tem tratamento que controla a infeção, impede a evolução para formas graves da doença (SIDA) e diminui a transmissão aos/às parceiros/as, mas não tem cura.

COMO PREVENIR

Uma vez que são infeções muito frequentes, que são transmitidas maioritariamente por pessoas sem sintomas, que podem causar complicações graves e que, em alguns casos, não têm cura, é extremamente importante a proteção individual de cada um. Neste caso, prevenir é mesmo o melhor remédio!

 

Há alguns pontos fundamentais para diminuir o risco de contrair uma DST:

– Evite o álcool e as drogas. Se está sob o seu efeito, pode não tomar medidas de proteção adequadas.

 

– Quanto mais parceiros sexuais você ou o seu companheiro tiverem, maior será o risco de contrair uma doença de transmissão sexual.

 

– Mesmo só tendo um parceiro atualmente, se algum dos elementos do casal tiver parceiros sexuais anteriores procurem fazer as análises de rastreio das DST antes de iniciar qualquer contacto sexual (sexo vaginal, anal ou oral).

 

– Como medida de precaução, use sempre preservativo. As práticas sexuais mais inseguras são o coito anal ou vaginal sem preservativo. O preservativo deve usar-se de forma correta:

  • verificar a data de validade antes de usar.
  • use um preservativo novo de cada vez que tiver relações sexuais.
  • colocar o preservativo quando o pénis estiver ereto e antes de qualquer contacto genital.
  • deixe um espaço vazio na ponta do preservativo para recolher o sémen.
  • desenrolar bem o preservativo até à base do pénis.
  • se o preservativo se romper durante o coito, deve retirar-se imediatamente e colocar um preservativo novo.
  • depois da ejaculação, a base do preservativo deve segurar-se enquanto se retira o pénis.
  • Não esquecer de colocar um preservativo novo se tiver novo contacto.
  • prefira lubrificantes de base aquosa (à venda nas farmácias); a vaselina e os produtos oleosos podem danificar o látex dos preservativos, retirando-lhes eficácia.
  • os preservativos devem guardar-se em lugar fresco e seco, longe da luz solar.

 

– Há medicamentos que reduzem a probabilidade de ser infetado pelo VIH (a denominada profilaxia pré-exposição ou PrEP). A sua recomendação médica está, em Portugal, regulada por uma norma específica da Direção Geral de Saúde e depende de avaliação individual em consultas especializadas. Pode informar-se com o seu médico se desejar.

 

Se pensa que pode ter estado exposto a uma doença de transmissão sexual, consulte o seu médico mesmo que não tenha sintomas. Faça-o também se você ou o seu parceiro apresentam úlceras, verrugas, comichão ou dor na zona genital ou se observa secreção anormal pela vagina ou pénis.

 

Recorde os pontos chave para prevenir infeções e converse com o seu parceiro acerca dos mesmos. Jogue pelo seguro e viva uma sexualidade mais tranquila!

 

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