Home»BEM-ESTAR»COMPORTAMENTO»“Sexters” são aconselhados a pedir consentimento

“Sexters” são aconselhados a pedir consentimento

O maior perigo do ‘sexting’ (troca de mensagens eróticas com ou sem fotos via telemóvel, chats ou redes sociais) é as fotografias ou mensagens acabarem espalhadas pela internet ou nas mãos de pessoas erradas.

Pinterest Google+
PUB

Um novo estudo, desenvolvido pela Universidade do Colorado, explorou o campo da etiqueta sexual e de como é que devem ser aconselhados os parceiros românticos de hoje, nomeadamente em matéria de sexting.

 

Na base deste estudo está o consentimento. Ou seja, Amy Hasinoff, investigadora, comparou inúmeros artigos publicados em revistas online que falam sobre sexting e de que forma abordam a questão do consentimento, entre os parceiros, que pressupõe a divulgação dos conteúdos destas mensagens.

 

Amy Hasinoff estava, particularmente, interessada em descobrir se a “mediação digital” deste tipo de comunicação de cariz sexual interpessoal mudou opiniões sobre como, quando e se o consentimento deve ser assegurado.

 

O artigo com as conclusões sobre esta temática, publicado na revista da Associação Nacional de Comunicação, chama a atenção para o facto de os artigos de aconselhamento sexual, raramente, mencionarem a importância de haver consentimento.

 

«Quando fazem (artigos) referência à comunicação entre parceiros, esta prática vital é apresentado como mero acessório opcional para o sexo», observou Hasinoff.

«Na verdade, a maioria dos artigos de aconselhamento sexual descrevem, apenas, técnicas sexuais e não têm qualquer chamada de atenção ou aconselhamento para o facto de que tem que haver consentimento em tudo».

 

Por outro lado, o incentivo à boa comunicação e garantir o consentimento são mais comuns no conselhos dirigido a futuros “sexters” . «Em particular, a maioria dos artigos refere que o sexting pode melhorar uma relação íntima, permitir a aproximação sexual entre pessoas que estão fisicamente separadas, pode facilitar a dificuldade de expressar os desejos sexuais, [ou] pode servir como uma forma de ‘flirtar’ ou antecipar os preliminares de um encontro sexual», descreve a investigadora.

 

No entanto, nas conclusões do estudo, Amy Hasinoff, também observa que este novo tipo de mensagens (sexts) se forem indesejadas podem prejudicar ou assediar o destinatário, mas por outro lado a privacidade do remetente deve ser respeitada.

 

O sexting já despoletou inúmeros casos de tribunal, isto porque é difícil para as pessoas anteciparem as consequências das suas ações quando praticam ‘sexting’. Até porque, de uma maneira geral, confia-se em quem recebe a mensagem. O conselho é claro: «Seja cauteloso/a nos conteúdos que envia para o seu parceiro».

Uma vez que o ‘sexting’ , na maioria das vezes, envolve falta de provas da linguagem corporal utilizada ou do feedback no imediato, logo há uma maior ambiguidade e falta de comunicação. «Isto atrapalha os pressupostos usuais sobre o consentimento, uma vez que o conselho sobre ‘sexting’ mais usado (nos artigos) advoga para alguns elementos de um padrão de consentimento afirmativo, no entanto, os sexters não devem partir deste pressuposto porque o consentimento deve ser sempre solicitado ao parceiro (que pode não autorizar)», concluiu a investigadora principal do estudo.

 

Devido à propagação deste fenómeno, tornou-se numa questão de ordem pública devido aos riscos do estímulo à pornografia infantil. Isto porque a maioria dos praticantes de ‘sexting’ são jovens e adolescentes adultos que fazem isto num momento da vida em que estão a começar a explorar a sua sexualidade e encontraram nos smartphones uma nova maneira para esta prática.

 

Os adolescentes praticam sexting para ‘flirtar’ com alguém de quem eles gostam ou retribuir o favor a alguém que já lhes enviou uma foto sexualmente explícita. Depois de enviar uma foto, via telemóvel, perde-se o controle de que forma ela poderá ser usada ou de como pode afetar a reputação de remetente.

 

Este estudo chama a atenção para uma nova forma de pensar sobre os perigos do sexting  e relembra o quanto os telemóveis vieram revolucionar a forma como comunicamos uns com os outros.

Artigo anterior

Passatempo PewDiePie

Próximo artigo

O best of do Portugal Fashion