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Será que os opostos se atraem mesmo?

Os homens são de marte e as mulheres são de vénus? Uma boa comunicação é a chave para um relacionamento feliz? Será mesmo assim? Muitas crenças sobre as relações íntimas não são apoiadas pela ciência e o autor deste livro enfatiza isso.

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No seu livro ‘Great Myths of Intimate Relationships: Dating, Sex, and Marriage’ (‘Os Maiores Mitos das Relações Intimas: Namoro, Sexo e Casamento’, tradução livre), o professor de psicologia Matthew D. Johnson desmitifica 25 dos maiores mitos existentes acerca das relações amorosas.

 

«As pessoas presumem que sabem como as relações funcionam. Parece que o amor deve ser algo intuitivo e que não pode ser estudado, mas não é assim», elucida Johnson no seu livro. «Os cientistas aprenderam muito sobre relacionamentos íntimos e muita coisa que contraria a opinião geral».

 

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No seu livro, Johnson desmitifica muitos dos equívocos e estereótipos que cercam a atração, o sexo, o amor, o namoro na internet, o casamento e o desgosto. Exemplo disso são ‘pré-conceitos’ como: os opostos atraem-se; os homens têm uma libido mais forte do que as mulheres; ter acesso a inúmeros perfis online de potenciais parceiros aumenta a probabilidade de encontrar a pessoa certa; as crianças criadas por casais heterossexuais são melhores do que as crianças criadas por casais homossexuais, etc.

 

Como pensamos sobre nós mesmo e aqueles que amamos depende, em grande parte, das suposições e expetativas que temos sobre os relacionamentos amorosos.

 

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O professor de psicologia da Universidade de Binghamton, Inglaterra, é também contra o pensamento comum de que os casais devem viver juntos antes de casar para fazerem uma espécie de teste. «Viverem juntos antes do casamento aumenta as hipóteses de insatisfação e de divórcio. E porquê?», pergunta o psicólogo retoricamente. «O pensamento atual é o de que os casais que vão viver juntos por conveniência podem acabar por casar, em vez de tomarem uma decisão assertiva».

 

Tome como exemplo o caso de um casal em que ambos dormem um em casa do outro quase todos os dias e, visto não fazer sentido serem pagas duas rendas, vão viver juntos. Feita a mudança, começa a pressão da família: ‘Quando é que casam?’. «Muito em breve, a inércia da relação leva a um casamento, em vez de ter sido uma decisão desejada e deliberada», conclui Matthew Johnson.

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