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Sentimento de superioridade traduz-se em frustração

Sentir-se superior ao outro trata-se de uma competição. No fundo, este sentimento faz o individuo pensar que merece mais e melhor do que as outras pessoas. E o mais certo é desiludir-se. Saiba porquê.

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O sentimento de superioridade, um traço de personalidade que gera muitas expetativas, pode levar à deceção crónica, sugere um novo estudo publicado na revista ‘Psychological Bulletin’.

 

Depois da análise de mais de 170 trabalhos académicos, a equipa de investigação descobriu que as pessoas que possuem níveis elevados deste sentimento são vítimas de situações desagradáveis. Nem sempre conseguem tudo o que acham que merecem, deixando-os constantemente vulneráveis. As expetativas não satisfeitas são interpretadas como injustiças que, por sua vez, levam a emoções voláteis como raiva e tristeza.

 

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Por fim, e para justificar essas emoções, estas pessoas tranquilizam-se através da sua própria superioridade, isto é, convencem-se a si mesmos o quão especiais são. Isto pode ajudar temporariamente, mas, em última análise, o processo recomeça. «Em níveis extremos, a superioridade é um traço narcisista tóxico que expõe repetidamente as pessoas ao risco de frustração», elucida o autor principal do estudo, Joshua Grubbs, num comunicado à imprensa.

 

De acordo com Grubbs, «quando a vida, a saúde e o mundo social não nos tratam bem quanto gostaríamos» essas limitações ameaçam a visão de auto-superioridade que este tipo de pessoas tem. «A par com a perpétua deceção, as consequências deste tipo de comportamento também podem incluir as más relações, conflitos interpessoais e depressão», explica a coautora Julie Exline.

 

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Pode ser muito difícil mudar este traço de personalidade nestas pessoas, mas Julie Exline acredita que é possível e que isso tem repercussões muito positivas. «Condicioná-los a pensar que os outros merecem tanto como eles e estarem dispostos a admitir os próprios defeitos e fraquezas pode ajudá-los a sentirem-se mais conectados com os outros», afirma a psicóloga em declarações à ‘Health’.

 

O estudo sugere que nem todos os sentimentos ligados à superioridade são errados ou maus, devia-se apenas baixar os padrões ou as expetativas para se ser mais feliz.

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