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Sementes de chia: superalimento ou supermania?

São populares e altamente nutritivas. Integradas na categoria dos superalimentos, estas sementes ja fazem parte de muitas dietas por trazerem enormes benefícios à saúde. Mas com algumas condicionantes.

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Nos últimos anos, tem sido possível observar uma crescente preocupação com a alimentação, não só por pretensões de perda de peso, mas principalmente por questões de saúde. É neste contexto que se têm popularizado os superalimentos, um termo utilizado para descrever alimentos de alto teor em fitonutrientes com elevados benefícios para a saúde.

 

Ora, a chia (Salvia Hispanica), uma semente cada vez mais popular e presente nas despensas portuguesas, é uma planta herbácea da família das lamiáceas, com origem nas regiões da Guatemala, do México e da Colômbia. Esta planta é mais conhecida pela sua semente, por norma vendida em grão, moída ou em forma de óleo. Na verdade, a palavra chia deriva da palavra do nahuatl chian, que significa ‘oleoso’.

 

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Este recém-proclamado superalimento é habitualmente adicionado a cereais, batidos, sumos, papas de aveia, iogurtes, entre tantos outros menus. As sementes de chia são ricas em nutrientes, pois para além de serem boas fontes de ácido α-linoleico (um ácido gordo ómega-3) são também uma excelente fonte de fibra, proteína, vitaminas, minerais e antioxidantes.

 

Há quem não aconselhe o seu consumo totalmente cru, ou seja, sem estar diluída em algum líquido (leite, água, sumo ou bebida vegetal), ou que seja cozinhada, pois alega-se que perca as suas propriedades nutritivas quando em contacto com altas temperaturas.

 

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A chia tem o poder de absorver 12 vezes o próprio peso em água. Esta característiva, porém, tem um senão e trouxe um alerta quando um estudo veio referir que a chia deve ser consumida sempre hidratada, isto é, só após as sementes terem sido colocadas em contacto com algum tipo de líquido durante um determinado período de tempo. Pois, por conseguirem expandir bastante o seu tamanho,  podem causar situações de engasgo, má digestão e até mesmo asfixia.

 

Esta capacidade de inchar causa ainda uma maior sensação de saciedade e retarda a sensação de fome. Como tal, a chia pode ser um bom aliado para quem pretende perder peso. Os especialistas em nutrição já têm associado inúmeros benefícios a este alimento. As sementes de chia reduzem o colesterol e os triglicerídeos, controlam a glicemia, previnem o envelhecimento precoce, melhoram a imunidade do organismo, auxiliam o funcionamento intestinal, ajudam a eliminar as toxinas do corpo, fornecem energia, previnem a diabetes e doenças cardiovasculares e controlam a pressão sanguínea.

 

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Em 2009, a chia foi aprovada pela União Europeia como um ‘ingrediente nobre’, permitindo a sua incorporação em pão até 5%. Quando utilizadas de forma integral, as sementes de chia têm a capacidade de agir como um emulsificante, uma vez que incha e transforma os líquidos numa consistência de gel. É, por vezes, utilizado este gel para susbstituir o ovo na pastelaria vegan.

 

No meio de tantos benefícios e das suas propriedades nutritivas, superalimento ou não (não passa de um rótulo), a verdade é que as sementes de chia fazem bem à saúde – é inegável. Qualquer pessoa pode consumi-las. Já experimentou?

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