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Seis anos de exercício (ou a falta dele) pode ser suficiente para mudar o risco de insuficiência cardíaca

Um novo estudo realizado nos EUA mostra que talvez nunca seja tarde demais para reduzir o risco de insuficiência cardíaca com exercícios moderados. Esta condição caracteriza-se pela incapacidade de o coração bombear sangue para o organismo na quantidade necessária. Em Portugal, atinge cerca de 400 mil pessoas.

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Ao analisar os níveis de atividade física relatados ao longo do tempo em mais de 11 mil adultos americanos, os pesquisadores da Universidade Johns Hopkins Medicine concluíram que o aumento da atividade física para níveis recomendados em apenas seis anos na meia-idade está associado a um risco significativamente menor de insuficiência cardíaca. A mesma análise constatou que apenas seis anos sem atividade física na meia-idade estavam ligados a um aumento do risco do transtorno.

 

Ao contrário do ataque cardíaco, no qual o músculo cardíaco morre, a insuficiência cardíaca é marcada por uma incapacidade crónica do coração de bombear sangue suficiente ou de bombear com força suficiente para levar o oxigénio necessário ao organismo. E é a principal causa de internamentos de pessoas com mais de 65 anos, segundo este estudo. Os fatores de risco do transtorno incluem pressão alta, colesterol alto, diabetes, tabagismo e histórico familiar.

 

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«Em termos quotidianos, as nossas descobertas sugerem que praticar consistentemente dos 150 minutos recomendados de atividade moderada a vigorosa a cada semana, como caminhar ou andar de bicicleta, pode ser suficiente para reduzir o risco de insuficiência cardíaca em 31%», diz Chiadi Ndumele, , professor assistente de medicina na Escola de Medicina da Universidade Johns Hopkins. «Além disso, passar de nenhum exercício para níveis de atividade recomendados ao longo de seis anos na meia-idade pode reduzir o risco de insuficiência cardíaca em 23 por cento».

 

Os pesquisadores advertem que este estudo, descrito na edição de maio da revista ‘Circulation’, foi observacional, ou seja, os resultados não podem mostrar uma ligação direta de causa e efeito entre o exercício e a insuficiência cardíaca. Mas eles dizem que as tendências observadas em dados recolhidos em adultos de meia-idade sugerem que talvez nunca seja tarde demais para reduzir o risco de insuficiência cardíaca com exercícios moderados.

 

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«A população de pessoas com insuficiência cardíaca está a crescer porque as pessoas estão a viver mais e a sobreviver a ataques cardíacos e outras formas de doenças cardíacas», diz Roberta Florido, membro do centro de cardiologistada  Johns Hopkins. «Ao contrário de outros fatores de risco de doença cardíaca, como pressão alta ou colesterol alto, não temos medicamentos especificamente eficazes para prevenir a insuficiência cardíaca, por isso precisamos de identificar e verificar estratégias eficazes de prevenção e dá-las ao público».

 

Vários estudos sugerem que, em geral, as pessoas mais ativas fisicamente têm menos riscos de insuficiência cardíaca do que as menos ativas, mas pouco se sabe sobre o impacto das mudanças nos níveis de exercício ao longo do tempo sobre o risco de insuficiência cardíaca. Por exemplo, se a pessoa é sedentária a maior parte da sua vida, mas depois começa a exercitar-se na meia-idade, isso diminui o risco de insuficiência cardíaca? E o contrário aumenta o risco? Para abordar essas questões, os pesquisadores usaram dados já recolhidos de 11.351 participantes de um estudo de longo prazo realizado em vários estados do país. A idade média dos participantes era 60 anos, 57% eram mulheres e a maioria era branca ou afro-americana.

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