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Segurança alimentar: o funcionamento da cadeia alimentar e o dever do consumidor

A segurança alimentar só é assegurada pela responsabilidade partilhada por todos os envolvidos na elaboração de um produto, desde a produção agrícola ao consumidor. Saiba qual é o papel do consumidor nas práticas de segurança alimentar e veja as dicas do Conselho Europeu de Informação Alimentar. Hoje assinala-se o Dia Mundial da Segurança Alimentar.

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O estilo de vida atual é muito diferente do vivido no passado. O ritmo do quotidiano é mais acelerado, há mais famílias monoparentais e as mulheres investem mais na carreira profissional. Estas características alteraram os hábitos de preparação e consumo dos alimentos.

 

Um resultado positivo desta agitação social tem sido a rapidez com que se têm desenvolvido várias técnicas alimentares quanto ao processamento, embalagem, segurança e salubridade dos alimentos. No entanto, apesar destes avanços, a contaminação natural ou acidentalmente introduzida ou, ainda, por negligência ainda acontece.

 

De acordo com Conselho Europeu de Informação Alimentar, a qualidade e a segurança alimentar dependem do esforço de todos os intervenientes envolvidos nestaa complexa cadeia: produção agrícola, transformação, transporte, produção de alimentos e consumo. Posto isto, a segurança alimentar é efetivamente uma responsabilidade partilhada por todos os envolvidos na elaboração de um produto, desde a produção agrícola ao consumidor.

 

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Para a manutenção da qualidade e da segurança dos alimentos, são necessários procedimentos operacionais que assegurem a salubridade dos alimentos e os procedimentos de monitorização para assegurar que as operações sejam efetuadas como previsto.

 

A fim de tornar a área da regulamentação dos alimentos mais transparente e científica, houve uma revisão do quadro de segurança alimentar da União Europeia a partir do final dos anos noventa. Em 1997, foi criado um novo sistema de aconselhamento científico e foram nomeados oito novos comités. Em 2002, é criada a ‘Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos’ (‘AESA’) que abrange todas as fases da produção e do fornecimento de alimentos, desde a produção primária até ao fornecimento de alimentos aos consumidores.

 

Em primeira instância a qualidade das matérias-primas é crucial para garantir a segurança alimentar e a qualidade do produto final. Por conseguinte, o transporte dos produtos para a indústria de processamento alimentar deve corresponder a todas as regras impostas pela legislação relativa aos padrões de qualidade alimentar da União Europeia e da Organização Internacional de Normalização (ISO).

 

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Já nas fábricas, o bom processamento dos alimentos é vigiado e assegurado por uma série de legislações e peritos legais. Estando o produto final concluído, a qualidade da embalagem é imperativa para que preserve na integra e em segurança a sua qualidade durante o transporte, armazenamento e exposição nas lojas, assim como em casa dos consumidores. Os códigos de barras das embalagens que contêm a data e o local de fabrico permitem aos transformadores, transportadores e retalhistas controlar os produtos, tanto para o controlo do inventário como para a identificação dos riscos associados.

 

Ao longo da cadeia alimentar, são implementados vários procedimentos e mecanismos de controlo para assegurar que o alimento que chega à mesa do consumidor está apto para consumo. No entanto, não existe risco zero nos alimentos e é preciso estar ciente de que mesmo a melhor legislação e os melhores sistemas de controlo não podem proteger completamente o consumidor contra aqueles com intenções criminosas.

 

A melhor maneira de praticar a segurança alimentar continua a ser estar bem informado sobre os princípios básicos de produção de alimentos e o seu devido manuseio em casa. Veja na galeria, no topo deste artigo, os cuidados que o consumidor deve ter para a segurança alimentar.

 

 

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