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Saturno: limitações da vida

O glifo de Saturno compõe-se dos mesmos dois elementos de Júpiter, porém as duas partes do símbolo são invertidas. Assim, pode ver-se que é através das lições de Saturno que o Homem aprende como harmonizar a sua imaginação (o semicírculo) com as circunstâncias imediatas de sua vida (a cruz).

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Os raios de Saturno relacionam-se com a Terra. Eles exigem que o indivíduo passe através das provas da existência material, antes de lhe ser permitida a entrada no reino da Alma e no resultante estado exaltado de consciência.

 

Neste sentido, Saturno simboliza a estrutura de valores que conduzem ao crescimento evolucionário. Deste modo, este planeta é a “ponte” entre as forças da consciência universal – os planetas extra-saturninos (Úrano, Neptuno e Plutão) – e as forças da existência material e o Eu pessoal – os planetas inter-saturninos.

 

O “Senhor dos Anéis”, Saturno, é o último planeta visível a olho nu no sistema solar e relaciona-se com o “choque de realidade” dos limites tangíveis que nos impomos, e que a vida nos impõe. De certo modo é também o nosso “bom senso”, aparentemente restritivo, mas que nos leva a delimitar de modo coerente as metas e objetivos concretos de vida. Numa subida de montanha, obstáculos e resistências são escarpas no caminho para a elevação da consciência que colocam em evidência nossa obediência, o autocontrole, a congruência e as convicções morais. É “cão pastor de ovelhas” que tem o controle e mantém a ordem no sistema.

 

Saturno é a resiliência, o poder de concentração e a resistência, a responsabilidade, o esforço contínuo e determinado, a preparação, a severidade, a austeridade, a seriedade, a disciplina, a cautela e a reserva.

 

Saturno tem sido muito denegrido, devido a uma incompreensão acerca do seu propósito. Foi chamado de “grande maléfico” e, como Satã, transformou-se no bode expiatório para as energias não regeneradas do Homem. Contudo, Saturno e Satã são apenas as formas projetadas pelas tentações do eu inferior. É pela geração de força suficiente para superar essas tentações, através da autodisciplina, da limitação e redireccionamento do desejo, que ocorre o progresso evolucionário. Esta concentração na polaridade – “Deus” versus “Satã”, o “bem” contra o “mal” – apenas fortifica a desarmonia. Uma das tarefas do Homem é penetrar num plano de consciência isento de dualidade, a fim de que possa ver a unidade e harmonia, na estrutura do Plano Universal. Aí compreenderá que a aparente dicotomia entre os chamados bem e mal não passa de uma ferramenta conduzindo a um estado de equilíbrio perfeito, transcendendo os dois polos. É neste sentido que o Homem precisa perceber a função de Saturno no mapa.

 

Num senso mais pragmático, Saturno força o cumprimento de obrigações e responsabilidades, a fim de que possa ocorrer o desenvolvimento pessoal. A sua posição no signo, na Casa e os aspetos apontam o caminho para as lições necessárias, bem como o grau e natureza da autodisciplina ou a sua falta. No corpo físico, Saturno rege a pele, joelhos, dentes e ossos, sendo intimamente relacionado com os órgãos da audição.

 

Saturno é o regente de Capricórnio e coregente de Aquário. Também está associado às questões das Casas X e XI. Relaciona-se com todas as ocupações ligadas a edificações e arquitetura, bem como a negócios bancários, a finanças, a funcionários públicos e pessoal de supervisão. É associado a pessoas mais velhas, aos avós.

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