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Saiba porque deve usar chinelos com moderação no verão

Podologista alerta para as falhas de proteção que o calçado mais antigo do mundo oferece aos pés e recomenda o seu uso apenas em situações específicas. Esta simples peça não consegue proteger os 26 ossos, 33 articulações e 100 músculos, tendões e ligamentos que compõem o pé.

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O verão está aí e os chinelos já saíram do armário na maioria das casas portuguesas. Mas esta não deve ser opção para todas as atividades, uma vez que não oferece a proteção necessária ao pé, alerta uma podologista e cirurgiã americana.

 

«Usar chinelos é melhor do que andar com os pés descalços, porque oferecem alguma proteção para a sola dos pés, mas é só isso. Os chinelsos não oferecem nenhum suporte de arco ou salto, e temos de apertá-los com os dedos dos pés para os manter calçados. Usá-los durante muito tempo ou na atividade errada pode causar muitos e variados problemas», explica Christina Long, podologista no Centro Médico Wake Forest Baptist, Carolina do Norte, EUA.

 

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Os chinelos são compostos por apenas duas peças – uma sola fina e plana e uma alça fina em forma de Y. Já cada pé humano contém 26 ossos, 33 articulações e aproximadamente 100 músculos, tendões e ligamentos. Os problemas menores associados ao uso excessivo chinelos são fricção, bolhas, calos, dor. Já em condições mais graves pode surgir a fascite plantar (inflamação da faixa de tecido que vai do calcanhar à bola do pé), dedos de martelo e fraturas.

 

Os chinelos também deixam os pés expostos, suscetíveis a cortes, feridas, hematomas, unhas rasgadas, picadas de insetos e queimaduras solares. E porque andar de chinelos também pode alterar o passo natural, podem ainda surgir problemas na canela, no tendão de Aquiles e dor nas costas. É ainda muito fácil tropeçar e cair enquanto se usa chinelos. «Nesta época do ano, vejo frequentemente pacientes com problemas no pé relacionadas com o uso de chinelos», comenta Long.

 

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Porém, estes também têm lugar na sua coleção de calçados. «Os chinelos são bons para uso a curto prazo, especialmente se tiverem algum apoio de arco e uma sola almofadada. São bons para usar na praia, nas piscinas, em chuveiros e vestiários públicos, ou numa pequena visita à mercearia», refere a especialista. Mas não devem ser usados constantemente e, definitivamente, não são adequados para corrida, caminhadas, trabalhar no quintal ou para praticar desporto. Também não se deve conduzir com eles, pois podem facilmente sair do pé e ficar presos no travão ou embraiagem.

 

As sandálias tradicionais geralmente são a melhor opção de sapato para o ar livre, diz Long, se tiverem uma sola resistente com algum suporte de arco, um calcanhar curto, uma alça larga sobre a parte superior do pé e uma correia traseira para manter o calcanhar. «As sandálias são um passo acima dos chinelos, mas ainda assim não são tão favoráveis como uns ténis ou um sapato com um bom suporte de arco», conclui a podologista.

 

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Os chinelos são a forma mais antiga conhecida de sapatos. O Museu Britânico tem um par de sandálias tipo chinelos, do Egito, que datam de 1.500 aC. Pelo mundo moderno, disseminaram-se quando, após a Segunda Guerra Mundial, soldados e marinheiros americanos trouxeram as versões japonesas chamadas zori. Desde essa altura, de sapato barato e frágil passou a peça de moda e pode chegar a valores exorbitantes.

 

Veja agora na galeria, no topo deste artigo, algumas recomendações a ter em conta na hora de comprar ou usar chinelos.

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