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Saiba como o seu inconsciente pode ajudar melhor

Vem uma dor e alguém diz para tomar um analgésico. Uma febre, um antipirético. Sensações de ansiedade, um ansiolítico. Por vezes é necessário. A maioria das vezes, acredito, é de evitar adormecer os sintomas e as sensações. Descubra abaixo porquê.

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Imagine uma adolescente que foi com as amigas jantar fora e depois a um concerto. No meio do jantar, o pai tenta ligar e ela não se apercebe. Durante a sobremesa, nova chamada perdida do pai, pois estava a falar com alguém. À saída do restaurante, outra chamada perdida, pois estava distraída a perceber qual táxi ia dividir com quem para o concerto. No momento de verificar os bilhetes para entrar, mais uma chamada perdida. No meio do concerto, não ouve outra chamada do pai. Quando finalmente chega a casa, ou no dia seguinte, qual imagina ser a reação e intensidade do pai?

 

O corpo humano é como um pai atento (ou uma mãe), a querer que a filha esteja bem. O corpo está permanentemente a comunicar. Se não atendemos o telefone, ele vai insistir. Até atendermos. Se necessário, aumentando o volume, intensidade, dimensão do toque da chamada! Mesmo que estejamos “distraídos” uma noite inteira, um ano ou mais de dez anos!

 

É claro que podemos apercebermo-nos da chamada e não querermos atender. Não dá jeito naquele momento, temos medo do que venha do lado de lá, ou não sabemos o que dizer e fazer. Podemos até “tirar o som” e a “vibração” do “telemóvel”, adormecendo os sentidos e/ou sintomas e sensações que sentimos no corpo. Mas o corpo vai encontrar sempre uma forma de comunicar.

 

A questão é se, primeiro, estamos presentes e atentos para atender a chamada. E depois se, ao atendermos, percebemos o que o corpo está realmente a mostrar (pois ele comunica fora do racional que a nossa mente conhece). Por fim, importa saber como falar e trabalhar em conjunto com ele.

 

Nas últimas semanas, ajudei mulheres a escutarem o seu corpo num outro nível. Descobrindo os sinais que o corpo manifesta para comunicarem de forma simples. Para perceberem melhor o que o corpo lhes tenta mostrar. Uma diminuiu fortemente as dores na zona omoplata/trapézio esquerdo. Percebeu que era um sinal inconsciente, uma chamada que o corpo estava a fazer. Num outro momento, ao falar interiormente com o corpo, as dores nos dois pulsos pararam.

 

Outra mulher começou por aprender os seus sinais inconscientes, especificamente para Sim, Não e Não Sei, e descobriu que uma tendinite tinha origem num movimento que fez (diferente daquele que pensava ser do trabalho). Acabou a consulta a (re)descobrir dentro dela um vale encantado cheio de Vida, neste momento do seu caminho ao fazer luto pelo bebé que perdeu devido a uma interrupção espontânea da gravidez.

 

O coração bate e o sangue flui pelo corpo. Os pulmões contraem e expandem e o oxigénio chega a todas as células. Reparamos na dor que surge e na sensação de relaxamento quando o corpo descontrai. Sem duvidarmos. Então qual seria a intenção de duvidarmos de outros movimentos, sensações e sinais do corpo? Parece-me fazer pouco sentido duvidar do nosso corpo. Percebê-lo melhor, escutar, falar e trabalhar com ele faz-me todo o sentido! E a si?

 

O inconsciente, o corpo ou, se quisermos, a sabedoria inata no organismo, é nosso aliado. Está a servir-nos mesmo quando não compreendemos ou quando não nos apercebemos que assim acontece. Uma contração pode ser um alerta. Uma dor um sinal de “proibido avançar”. Um acelerar do coração um colocar o corpo pronto e energizado para dar resposta ao que aí vem.

 

Fico curioso para saber o que o seu corpo lhe tem comunicado e como pode servir-lhe melhor quando o “telemóvel” for atualizado para uma versão em que se entendem perfeitamente!

 

Se já tem uma grande ligação com o seu corpo e com o seu inconsciente, e quer experimentar por si, experimente sentar-se num lugar tranquilo, relaxar, serenar a mente, ligar-se às sensações no seu corpo e pergunte:

 

Inconsciente, O que me queres mostrar agora que é importante para mim, para a minha saúde e qualidade de vida?

 

Observe o que surge dentro de si e, dentro do que sabe, investigue com curiosidade e sem julgamento o que o corpo lhe mostrar. Se necessário, faça perguntas de clarificação. Se quer a minha ajuda profissional, entre em contato.

 

Este texto ajudou de alguma forma? Deu que pensar? Comente. Partilhe com alguém. Recomende. Tem perguntas ou alguma situação que deseja diferente? Envie-me email ou mensagem nas redes sociais. Vamos trabalhar juntos!

 

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