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Sabores e emoções explicados pela medicina ayurvédica

Para manter o equilíbrio apropriado da química do corpo é importante estarmos conscientes da atividade dos elementos dentro do nosso organismo. Com este conhecimento podemos orquestrar o ritmo do corpo e da mente, acrescentando ou subtraindo elementos da dieta conforme o necessário.

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Os seis sabores

Doce

A palavra Madhura significa aprazível, encantador, belo, agradável, melodioso, para além de doce. É frio, untuoso, fresco, lento, pesado. Madhura é um sabor que é agradável, confortável, que contribui para a preservação da vida, que mantém a boca húmida, aumenta a quantidade de kapha corporal e pacifica o Vata e Pitta. Predomina a Terra e a Água.

 

O sabor doce possui a virtude de aumentar a quantidade de quilo linfático, sangue, carne, gordura, osso, medula óssea, albumina (ojas), sémen, e o leite numa gestante. Contribui assim para aumentar os sete Dhatus e a longevidade, entre vários outros benefícios. O sabor doce é construtor, nutritivo, harmoniza a mente e os cinco órgãos sensoriais, e promove o contentamento.

 

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Se ingerido exclusivamente em grande quantidade produz congestão, tosse, dispneia, diminui o fogo digestivo, gera perda de apetite, letargia, preguiça, peso no corpo e despigmentação da pele. Os alimentos doces aumentam a gripe, a bronquite, o sono, a obesidade, e a urina. A capacidade de cura da pessoa diminui já que alimenta a proliferação de bactérias, fungos e parasitas. O sangue fica demasiado viscoso, aumentando o colesterol. O doce com moderação é um néctar, em excesso é um veneno.

 

Psicologicamente, o sabor doce promove o amor e a compaixão, tendo uma afinidade natural com a alegria, a felicidade e a graça. Por isso o prasada sagrado é doce. O Prasada significa compaixão, amor, riqueza e santidade. Excesso de doce gera apego, ganância, possessividade e adição.

 

Salgado

A Água e o Fogo estão predominantes. O salgado é quente, pesado, oleoso e hidrofílico por natureza, usado moderadamente acalma o Vata, mas aumenta o Kapha e o Pitta.

 

O salgado, Lavana, possui virtudes corretivas (purgativas e eméticas), favorece o processo de supuração e a erupção espontânea de edemas. Em moderação promove o crescimento, dá energia e mantém o equilíbrio eletrolítico da água do corpo, auxilia a eliminação de toxinas. Limpa as passagens ou canais internos do organismo e produz maciez nos membros e órgãos do corpo. Possui um efeito suavizante, laxativo, sedativo, anti-espasmódico e anabólico. Estimula a salivação, absorção, assimilação e ajuda na eliminação dos dejectos e da flatulência. Em pequena quantidade estimula a digestão. Em média quantidade é purgativo e, em grande quantidade, causa o vómito. Descongestiona as massas de muco endurecidas, acalma os nervos e diminui a ansiedade. O sal ajuda a fortalecer todos os tecidos, mas quando usado em excesso esgota os mesmos.

 

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Excesso de sabor salgado pode produzir retenção de sódio, levando ao agravamento do Pitta e do Kapha. Torna o sangue grosso e viscoso, levando ao estreitamento dos vasos sanguíneos, e produzindo hipertensão. Devido à sua natureza hidrofílica induz à retenção de líquidos que resulta em edema e inchaço, que pode também levar à hipertensão. O seu excesso provoca o vómito, purgações; provoca a queda de cabelo e torna-os grisalhos. Prejudica o sangue, promove o aquecimento do corpo, fomenta as doenças de pele.

 

Psicologicamente o salgado enaltece o espírito, a confiança, a coragem, o entusiasmo e o interesse. Se deixar de comer sal por um tempo sentirá embotamento, depressão, perda de criatividade, cansaço, falta de interesse na vida. A mente inquisitiva e investigadora vem do sabor salgado. O salgado favorece o sabor de uma relação. Contudo o seu consumo excessivo cria tentação (já que é aditivo), apego, ganância, possessividade, irritabilidade.

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