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Sabia que hoje é o dia mais deprimente do ano?

A terceira segunda-feira de janeiro é tida como o dia mais deprimente do ano. A euforia do Natal já lá vai, a primavera tarda a chegar. Estamos num limbo temporal e ainda por cima é inverno. Será mesmo assim?

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A terceira segunda-feira de 2019 é hoje, 21 de janeiro, e é, supostamente, o dia mais deprimente deste ano, sendo apelidada de ‘Blue Monday’.

 

A ideia começou em 2005, quando uma agência de viagens britânica pediu ao psicólogo Cliff Arnall que identificasse o dia mais deprimente do ano, com o objetivo de promover o agendamento de férias.

 

O psicólogo criou uma equação onde tinha em conta vários fatores, tais como o tempo, dívidas contraídas, tempo decorrido desde o Natal, dia da semana, níveis motivacionais, etc.. e a conclusão foi que o dia mais deprimente do ano é a terceira segunda-feira de janeiro.

 

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A ideia foi divulgada na altura e ganhou contornos globais, uma vez que todos os anos é referenciada um pouco por todo o hemisfério norte, apesar de o psicólogo ter vindo posteriormente a público desvalorizar o conceito e a dimensão que ganhou.

 

Apesar de não ter uma base científica sustentável, pois existem demasiadas variáveis para tantas pessoas diferentes, a ideia ganhou forma e persiste a cada ano. Mas faz algum sentido o dia mais deprimente do ano ser na terceira segunda-feira de janeiro? «Faz tanto sentido como ser noutra qualquer segunda-feira de janeiro ou dia do ano. Aparentemente, não existe nenhuma explicação científica a indicar que a Blue Monday exista e, se existisse, que teria um dia pré-designado no tempo», começa por dizer João Ricardo Pombeiro, sociólogo e coach.

 

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O facto é que, para o hemisfério norte, esta é a altura do inverno, época em que as pessoas tendencialmente se sentem mais em baixo e tem mesmo um termo técnico: Desordem ou Transtorno Afetivo Sazonal. O termo deriva da versão anglo-saxónica, Seasonal Affective Disorder, cuja sigla SAD significa, curiosamente, ‘triste’ em português. «Algumas variáveis que podem contribuir para isso são os padrões de pensamento que a pessoa tenha, uma nutrição deficitária, menos exposição a luz… Especialmente do sol. Mas mesmo em casa algumas pessoas reduzem a quantidade de luz artificial a que se expõem. Por vários estudos, e acima de tudo observação do nosso dia-a-dia, podemos associar estados emocionais de tristeza, desalento, abatimento, depressão, baixa energia, a algumas variáveis. Por exemplo, à carência de vitamina D, à disrupção no ritmo circadiano interno, a alterações na melatonina e na serotonina produzidas no corpo, a uma nutrição alimentar e emocional deficitária, falta de exercício físico, a padrões de pensamento ‘negativos’», explica o sociólogo.

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