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Sabes como fazes para confiares?

“Ela não confiou em mim”, “Ele perdeu a minha confiança”, “Não sei se posso confiar em ti”. Quando estamos claros e conscientes sobre como confiamos, acredito que ganhamos escolha e poder. Mas, e quando ainda não aprendemos ou estamos inconscientes sobre a nossa fórmula pessoal para confiar?

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Ao longo dos anos, fui aprendendo com várias situações e pessoas sobre confiar. Desde um dos capitães da equipa de futebol em que joguei, passando pelo interrail que fiz sem nenhuma reserva de estadia, até ao receber ajuda de uma colega terapeuta somática.

 

Aquele capitão partilhou comigo que foram necessárias algumas ações bem-sucedidas da minha parte, durante alguns jogos, para ele sentir confiança em mim. Para ele sentir que podia confiar, que eu seria capaz de fazer aquele corte, atrasar ou anular algum ataque adversário pelo meu flanco. Com isso aprendi que, para algumas pessoas confiarem, nalgumas situações, é necessário que a outra parte faça as ações previstas/desejadas um determinado conjunto de vezes.

 

Ao fazer o interrail acompanhado, decidimos que iríamos sem reserva de estadias. Para termos a liberdade de escolhermos mudar os sítios a visitar, de gerir o tempo conforme quiséssemos. Ao mesmo tempo, antecipámos que iria ser desafiante, desconfortável, lidar com a incerteza e confiar que conseguíamos arranjar onde dormir em cada dia. Claro, fomos predispostos a dormir alguma noite nalguma praia ou estação de comboio. Resultado? Onde realmente queríamos ter camas onde dormir, conseguimos! Isso mostrou-me que quando confiamos desde o início e nos dispomos a descobrir como a vida flui, sabendo que existem ações que nos cabem fazer; podemos conseguir o que desejamos e a experiência é saboreada de outra forma.

 

Com a colega terapeuta, sobre aquele assunto específico, percebi como, inconscientemente, estava a sentir dificuldade em confiar e a querer sentir-me em controlo. Ao receber um exercício inconsciente guiado por ela, no início, estava a responder-lhe com atraso. Primeiro via e experienciava dentro de mim, e um ou dois minutos depois é que partilhava com ela. Assertiva e gentilmente, ela deu-me feedback no momento. Agradeci e mudei o meu comportamento. Descobrindo com ela como me entregar e confiar no processo naquele exercício, para a situação concreta que estava a trabalhar.

 

No teu caso, o que é necessário para confiares? Como sabes que estás a confiar? O que aconteceu, em ti, para passares/estares a confiar?

Permite-te espaço. Sem responderes de forma automática, descobre o que surge em ti:

É necessário…

… escutares algo específico da pessoa?

… veres a pessoa a fazer algo em concreto?

… saberes, previamente, algo sobre a pessoa?

… a pessoa fazer/dizer uma vez, ou mais vezes? Se mais, quantas?

… sentires algo em ti em relação à situação, à pessoa, ao que esta fez/disse? Sentir o quê e onde exatamente?

E mais pode haver a descobrir.

 

Fica à vontade para partilhares comigo o que quiseres sobre a tua facilidade e alguma dificuldade em confiar. Estou grato pelo meu caminho, pelo que aprendi e competências que desenvolvi sobre este processo interior. Foi também por isso que gravei um áudio sobre Confiar e decidi oferecê-lo no livro A Seguir, Que #outraescolha Vai Fazer?. Se ainda não o conheces, fica o convite. ?

 

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