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Sabemos onde queremos estar!

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A diversidade do género nos últimos tempos tomou de assalto a agenda mediática. São inúmeros os fóruns onde se discute qual o lugar da mulher, a necessidade desta fazer parte da liderança, de lhe ser reconhecido o valor.

 

Globalmente são muito diferentes as realidades. Países onde quase que é crime nascer mulher e países onde a mulher e o homem têm as mesmas oportunidades. Há contudo uma questão importante a realçar nesta caminhada que vivemos em Portugal, onde ainda há muito a fazer para a paridade dos sexos.

 

Sabemos onde queremos estar. E decididamente não queremos privilégios. Queremos igualdade. Não pretendemos ascender a uma posição de liderança apenas porque somos mulheres e fica bem para as RP das empresas.

 

Já defendi em artigos anteriores que queremos ser iguais nas nossas diferenças. Não somos melhores ou piores. No ser humano o que conta são os valores, o carácter, a integridade. E para tal basta que nos sejam dadas as mesmas oportunidades para provarmos a nossa competência, mas não nos abram portas só porque usamos saias!

 

Dizem que devemos trabalhar como um homem e gerir como uma mulher! Ainda não percebi o que é isto de trabalhar como um homem, nem o que é gerir como uma mulher! Já vi homens e mulheres a trabalharam muito mal e a gerirem ainda pior… Sabemos onde queremos estar. Queremos estar entre os melhores, se formos de facto as melhores!

 

Por isso, nesta escalada pela igualdade do género não podemos permitir que nos tratem com paninhos quentes, como se fossemos de porcelana. Exigimos o que temos direito e com toda a certeza não é receber em média menos 18,5% do que os homens, quando representamos 60% da força laboral! Sabiam que as mulheres que ocupam cargos de administração nas empresas do PSI-20 representam só 5% do total? E sabemos que não é por falta de competência! É ainda pela dificuldade em aceitar mulheres a liderar.

 

Há no entanto um fator que descuramos e que é essencial na nossa afirmação profissional. Abdicamos de uma ferramenta que está no nosso ADN, mas que negamos inexplicavelmente. Falo do networking. Eles sempre souberam criar redes de networking e assim escolhem-se uns aos outros. Nós ignoramos essa mais-valia e perdemos oportunidades. É tempo de quebrar essa barreira, de sermos inventivas, desconstrutivas e não exageram nas redes só no feminino. Criem-nas, mas interliguem-nas com todas as outras redes. Juntos, os géneros construirão um mundo melhor.

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