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Sabe as diferenças entre alergia alimentar, intolerância alimentar e doença autoimune?

Estima-se que até 10% da população possa apresentar alergias alimentares. Estes dados podem ir até 35% caso as reações adversas aos alimentos não tenham confirmação clínica. A Associação Portuguesa de Alergias e Intolerâncias Alimentares explica as diferenças entre estes três tipos de condições.

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A alergia alimentar caracteriza-se por uma resposta adversa do organismo que envolve o sistema imunológico, desencadeada pela exposição a um determinado alimento, seja pela ingestão ou simplesmente pelo contacto.

 

Estes alimentos possuem determinadas proteínas, designadas de alergénios que desencadeiam uma resposta alérgica. Alguns alimentos tais como cereais (trigo, centeio, cevada), crustáceos (lagosta, camarão), ovos, peixe, amendoins, soja, leite e seus derivados, frutos de casca rija (frutos secos como amêndoa, avelã, nozes e coco), aipo, mostarda, sementes de sésamo, entre outros são exemplos de alimentos prevalentes em alergias alimentares.

 

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As alergias acontecem de forma continuada e ao longo de toda a vida, apesar de poderem desaparecer, normalmente ainda na infância. Os sintomas manifestam-se através de sintomas na pele, dificuldades respiratórias, ou cardíacas, por exemplo.

 

Por outro lado, a intolerância alimentar caracteriza-se pela resposta fisiológica do organismo a um alimento, não envolvendo o sistema imunológico. Pode desenvolver-se a qualquer altura da nossa vida, associando-se a um consumo excessivo de determinado alimento ou a uma patologia que envolva alterações morfológicas ou anatómicas do intestino.

 

As intolerâncias alimentares são mais difíceis de detetar do que as alergias, uma vez que a resposta não é tão evidente e exacerbada como no caso das alergias e podem não apresentar reação causa-efeito imediata.

 

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De acordo com Ana Lúcia Silva, vice-presidente da Associação Portuguesa de Alergias e Intolerâncias Alimentares – ALIMENTA, «a investigação nestas áreas tem sido limitada, pelo que a falta de informação científica não permite saber de forma concreta quantas pessoas têm alergias ou intolerâncias alimentares, contudo estima-se que até 10% da população possa apresentar alergias alimentares. Estes dados podem ir até 35% caso as reações adversas aos alimentos sejam auto reportadas (sem confirmação clínica). Relativamente à doença celíaca estima-se que 1% da população mundial apresente esta doença autoimune».

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