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Rússia encerra principal organização de direitos humanos no país

A Memorial é considerada um "pilar da defesa da liberdade" e uma guardiã da memória de todos os que perderam a vida nos trabalhos forçados na União Soviética.

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O Supremo Tribunal de Justiça da Rússia ordenou o encerramento da Memorial, a principal organização de direitos humanos no país.

 

A Memorial era considerada um “pilar da defesa da liberdade” e uma guardiã da memória de todos os que perderam a vida nos trabalhos forçados na União Soviética, no sistema Gulag.

 

A decisão chega depois de o Ministério Público russo acusar esta ONG de criar uma “falsa imagem” da União Soviética como “um estado terrorista”.

 

A própria organização anunciou o encerramento da mesma por parte da justiça. No seu site, a Memorial comunica que “a decisão do Supremo Tribunal confirmou mais uma vez que a história do terror político organizado e impulsionado pelo Estado não permaneceu uma questão de interesse puramente académico na Rússia. Em vez disso, é uma questão acalorada de preocupação imediata. O nosso país precisa de entender, de maneira honesta e justa, o seu passado soviético; este é um requisito necessário para o futuro da Rússia”.

 

A organização informa também que vai recorrer da decisão do Supremo Tribunal “com todos os meios à nossa disposição. Também encontraremos formas legais de continuar o nosso trabalho”.

 

A memorial foi fundada em 1989 por dissidentes soviéticos, incluindo pelo vencedor do Prémio Nobel da Paz, Andrei Sakharov.

 

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