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Rotinas de saúde que fazem a diferença

Ouvimos falar em COVID-19 desde o início de 2020, um assunto inevitável mas que não pode ser exclusivo quando se fala em saúde. Existem outras doenças para além desta que merecem a nossa atenção e que precisam de ser controladas. A 7 de abril, assinala-se o Dia Mundial da Saúde.

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O que pode fazer a diferença na minha saúde? As rotinas de vigilância e prevenção são a melhor forma de se manter saudável e constituem-se como fundamentais para detetar problemas de saúde o mais precocemente possível e assim evitar complicações. Não é por acaso que se recomenda a realização de uma consulta com regularidade.

 

Quando deve procurar o seu médico

A pessoa que não tem qualquer doença deve estar atenta às vigilâncias recomendadas

Existem algumas bem definidas e com idades-chave para a sua realização. O cancro da mama, a partir dos 50 anos, deve ser rastreado através de mamografia eventualmente complementada por ecografia; o cancro do colo do útero, a partir dos 25 anos, através de citologia cervico-vaginal e o cancro do cólon e reto, a partir dos 50 anos, através de pesquisa de sangue oculto nas fezes ou colonoscopia.

 

Individualmente, as idades recomendadas podem ser ajustadas e pode existir indicação para outras vigilâncias periódicas a definir em articulação com o médico assistente. Identificar e tratar precocemente essas doenças tem interferência no prognóstico e na qualidade de vida.

 

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Os doentes crónicos devem fazer uma revisão periódica da sua condição

É em conjunto com o seu médico assistente que se controlam sintomas, definem os exames complementares de diagnóstico e a sua periodicidade. Daqui necessariamente resulta a validação do plano terapêutico em curso ou um eventual ajuste que pretende minimizar complicações. O acompanhamento médico regular destes doentes é de extrema importância de forma a manter a doença controlada e evitar descompensações.

 

Quando surge uma alteração

Para aqueles que se apercebem de algum sintoma ou alteração, o diagnóstico e tratamento precoces são mandatários, sendo que o contacto com um profissional de saúde é a via indicada. A título de exemplo, podemos estar a falar de um cansaço de novo, uma oscilação de peso corporal, uma dificuldade em fazer a digestão, uma dor de cabeça.

 

Lembre-se que adiar a procura de resposta clínica pode trazer complicações para a sua saúde.

 

Por Nuno Capela

Especialista em Medicina Geral e Familiar do Hospital CUF Porto

 

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