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Rock in Rio tem refeições sustentáveis

Quatro conceituados chefs portugueses vão propor menus alusivos a quatro ecossistemas do país. Para além das propostas de Justa Nobre, Miguel Castro e Silva, Noélia Jerónimo e Vítor Sobral, o Chef’s Garden vai dar música e entretenimento aos visitantes.

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Chama-se Continente Chef’s Garden e é o novo espaço da Cidade do Rock que traz menus assinados por chefs portugueses, servidos numa praça com 400 lugares sentados com sombra e um palco que combina música, entretenimento e alimentação sustentável.

 

Os chefs Justa Nobre, Miguel Castro e Silva, Noélia Jerónimo e Vítor Sobral são os responsáveis pelos menus especiais servidos neste espaço, com pratos inspirados nos principais ecossistemas de Portugal – agricultura e pecuária, florestas, mar e rios.

 

Aos comandos do Chef’s Stage estará Ljubomir Stanisic, que assume o palco várias vezes ao dia para provocar o público com conversas relevantes em torno da alimentação e da sustentabilidade, com convidados especiais e entretenimento à mistura. Ainda haverá espaço para momentos musicais, entre os quais concertos e DJ sets.

 

Quatro ecossistemas, quatro menus

A curadoria do projeto está a cargo de Nuno Nobre, consultor gastronómico, responsável, entre outros, pelo Festival Internacional do Ouriço-do-Mar ou pelo ciclo ‘ABC – Amar, Beber e Comer’. «Procurámos trazer influências de diferentes regiões do país, combinando-as com sustentabilidade e saúde. Por isso, convidámos chefs de Norte a Sul de Portugal que, por sua vez, irão trabalhar com produtores locais e definimos como conceito gastronómico os ecossistemas mais representativos da gastronomia portuguesa – a Agricultura & Pecuária, as Florestas, o Mar e os Rios», afirma o consultor.

 

Ao chef Vítor Sobral coube a Agricultura & Pecuária e das suas propostas gastronómicas fará parte um Hambúrguer de Vitela Arouquesa com Cebola caramelizada, Tomate, Rúcula e Queijo da Ilha de São Jorge e uma Mousse de Chocolate de Melgão com Morangos confitados, Flor de sal e Açafrão dos Açores, entre outros pratos.

 

O chef, mestre em conservar temperos e sabores tipicamente portugueses, confessa que “fico a pensar o que será do nosso alimento se não cuidarmos da nossa terra. Tenho a influência dos sabores alentejanos no sangue, e a preocupação com o que consumimos. A minha paixão e criatividade, no que toca a tachos e temperos, está aliada à sustentabilidade na alimentação, no apoio aos pequenos produtores e às formas de diminuir os processos industrializados”.

A Floresta será representada pela chef Justa Nobre que, entre outros pratos, irá servir uma Sopa fria de Beterraba com Amêndoas Crocantes e um Leite-creme de Abóbora com Frutos do Bosque. Nascida no coração transmontano, a chef conhecida por reinventar a boa cozinha portuguesa refere que “gosta de criar pratos com os ingredientes presentes na natureza, como cogumelos e frutos do bosque. Esses elementos são fáceis de serem encontrados nas florestas e bosques e não sofrem quase nenhuma interferência do homem ou tratamentos químicos, o que é muito importante para a sustentabilidade dos alimentos”.

 

O sabor do Mar é trazido pela mão da chef Noélia Jerónimo, que no festival apresentará opções como Tosta de Cavala e Wrap de Polvo com Batata-doce e piso de Coentros, além de outras iguarias. A chef algarvia, que em 2021 foi distinguida com o prémio Chef do Ano do Guia Boa Cama Boa Mesa, diz que “temos que tomar cuidado ao trabalhar os elementos do mar, muito deles estão em risco de extinção. O mar representa natureza, luz e renovação de vida. Um dos peixes que mais sofre com as cotas chegando ao máximo é o atum, então decidimos optar por peixes tão nutritivos e ricos em sabor quanto o atum, como a sardinha e a cavala, e, para mim, uma das coisas primordiais na cozinha é não perder o sabor do alimento e nem abusar com excesso de coisas no preparo”.

 

Por fim, os Rios chegam à mesa pela autoria do chef Miguel Castro e Silva, que apresentará pratos como uma Sopa seca de Lúcioperca e couve. O chef, também conhecido como um dos grandes mestres da cozinha em Portugal, recorda que “na cozinha do interior se recorria aos produtos de proximidade como o peixe de rio e hortícolas cultivadas em hortas com grande diversidade”.

 

Apelo à sustentabilidade

Tal como em todos os espaços da Cidade do Rock também aqui o Rock in Rio procura, através do entretenimento, trazer conversas relevantes que contribuam para a construção de um mundo melhor. No Continente Chef’s Garden pretende-se, assim, chamar a atenção do público para a necessidade de adotar uma alimentação sustentável, capaz de minimizar a pegada alimentar dos portugueses que, segundo dados recentes da Universidade de Aveiro, é a maior de todo o Mediterrâneo (o país importa 73% dos alimentos que consome, que contribui para o facto de a alimentação pesar 30% na pegada ecológica dos portugueses).

 

«O Rock in Rio é a prova de como a música e o entretenimento podem – e devem – estar ao serviço de temas relevantes para a construção de um mundo melhor. É por isso que no Continente Chef’s Garden juntamos os maiores nomes da gastronomia em Portugal, trazemos receitas com cunho sustentável e recheamos um palco com propostas provocadoras, vários convidados e diferentes formatos de entretenimento, com dicas e sugestões de hábitos alimentares mais sustentáveis», afirma Roberta Medina, Vice-Presidente Executiva do Rock in Rio.

 

Mas não é só no festival que as duas marcas se unem. Reforçando o compromisso de se tornar num evento Zero Desperdício Alimentar até 2030, o festival assinou, juntamente com os chefs Justa Nobre, Miguel Castro e Silva, Noélia Jerónimo e Vítor Sobral, a adesão ao movimento cívico e nacional Unidos Contra o Desperdício. Um movimento que conta com o Alto Patrocínio do Presidente da República e com o apoio do Secretário-Geral da ONU e que une a sociedade num combate ativo e positivo ao desperdício alimentar, reforçando a importância de cada um de nós nesta luta.

 

 

 

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