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Revelado primeiro caso de Zika por transmissão sexual de mulher para homem

O caso levanta novas preocupações sobre a propagação do vírus que normalmente é contraído através de picadas de mosquito.

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O departamento de saúde da cidade de Nova Iorque, EUA, divulgou, na passada sexta-feira, o primeiro caso documentado de transmissão sexual de Zika de uma mulher para o seu parceiro.

 

Todos os casos anteriormente relatados de transmissão sexual foram de homens que viajaram para uma área de surto de Zika e o transmitiram a um parceiro sexual que não tinha a doença. Foram relatados casos como este em, pelo menos, 11 países.

 

Os cientistas dizem que pode demorar anos para entender completamente como as pessoas infetadas com Zika transmitem o vírus, a doença transmitida por mosquitos que tem revelado efeitos no bebé após a infeção da mulher grávida. Os investigadores norte-americanos começaram a estudar quanto tempo o vírus pode sobreviver no sémen, para avaliar o risco de transmissão da doença.

 

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A capacidade de o vírus se transmitir sexualmente pode ajudar a dissemina-lo fora dos climas tropicais, o lar do mosquito ‘Aedes aegypty’ que transporta o vírus Zika, assim como dengue chikungunya e febre-amarela.

 

No caso de Nova Ioque, a transmissão do vírus ocorreu no dia em que uma mulher de 20 anos voltou para a cidade após a estadia numa área com transmissão da doença e teve relações sexuais desprotegidas com um parceiro do sexo masculino que não viajou para fora do país no ano anterior, de acordo com a informação divulgada pela Reuters.

 

A mulher em questão desenvolveu febre, fadiga, erupções cutâneas e dores no corpo, no dia seguinte, e os médicos confirmaram imediatamente a infeção. O seu parceiro desenvolveu sintomas  sete dias mais tarde.

 

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As autoridades de saúde dos EUA concluíram que as infeções por Zika em mulheres grávidas podem causar microcefalia, um defeito de nascença raro marcado pelo tamanho pequeno da cabeça do bebé e que pode levar a problemas mais graves. O vírus também revelou provocar anomalias fetais que afetam os membros, olhos e ouvidos, e pode aumentar o risco de morte fetal.

 

O Centro de Prevenção e Controle de Doenças americano aconselha a que as mulheres grávidas usem medidas de proteção caso o parceiro sexual tenha viajado ou resida numa área com surto de Zika. No entanto, o relatório de Nova Iorque não esclareceu se o Zika foi transmitido para o parceiro do sexo masculino através de fluídos vaginais ou outros.

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