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Relação entre pais e filhos influencia a saúde da criança

O desenvolvimento de um estilo de vida saudável e de habilidades sociais é crucial para o envelhecimento bem sucedido da criança.

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Crescer numa casa acolhedora pode beneficiar a saúde física, mesmo décadas mais tarde, mas a falta de carinho entre pais e filhos ou a presença de abusos pode prejudicar a saúde da criança, de acordo com um estudo da Universidade de Baylor, EUA, publicado em ‘Midlife Health and Parent-Child Relationships’.

 

Estudos anteriores associaram o maior poder socioeconómico a uma melhor nutrição, sono,  qualidade de habitação, mais oportunidades para praticar exercício e desenvolvimento de habilidades sociais na infância. Matthew Andersson, professor assistente de sociologia na Faculdade de Artes & Ciências da Universidade de Baylor, acredita que uma boa relação entre pai-filho pode passar por obrigar a criança a comer, a dormir ou a executar atividades de rotina.

 

No caso de a relação entre pai-filho ser tensa e/ou abusiva, as refeições podem ser menos coordenadas entre a família e as crianças podem estar mais propensas a comer alimentos açucarados ou ricos em gordura como snacks. Quanto ao sono e às atividades de rotina, estas também podem tornar-se irregulares.

 

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«É necessário incitar nas crianças o desenvolvimento de estilos de vida saudáveis e de habilidades sociais e emocionais úteis para um envelhecimento bem-sucedido», elucida Anersson num comunicado à imprensa.

 

Por outro lado, os bons laços entre pais e filhos em lares economicamente desfavorecidos, ao mesmo tempo que promovem a saúde, não parecem diminuir o impacto negativo do baixo nível socioeconómico à medida que as crianças crescem. Outros estudos anteriores demonstraram que os pais com menos educação e menos vantagens financeiras estão mais aptos a ameaçar ou a forçar a obediência em vez de terem um diálogo construtivo, o que pode reduzir as hipóteses de uma relação mais carinhosa.

 

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Para o estudo, a equipa analisou dados sobre doenças ou má saúde em adultos de meia-idade, a partir do programa americano de dados ‘National Survey of Midlife Development in the United States’. Foram examinados 2.746 entrevistados com idades entre os 25 e os 75 anos, em 1995, sobre o tratamento dado pelos pais na infância. Foram realizadas novas pesquisas com a participação de 1.692 indivíduos dez anos depois.

A análise de seguimento, ajustada à de 1995, concluiu que sem uma adequada relação pai-filho com qualidade a vantagem socioeconómica na infância pode não oferecer muita proteção, principalmente contra as principais doenças crónicas, quando as crianças se tornam adultas e chegam à meia-idade.

 

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