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Rejuvenescimento genital não cirúrgico

Por se tratar de uma técnica não invasiva e indolor, a paciente pode retomar a sua rotina de imediato e não há cuidados específicos na recuperação.

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Com a massificação das tecnologias e a quantidade de informação disponível sobre os mais diversos assuntos, os temas relacionados com a intimidade começam, paulatinamente, a ser mais falados. Nas minhas consultas recebo pacientes preocupadas com a sua zona genital e procuram por tratamentos que solucionem os seus problemas.

 

No que diz respeito ao corpo da mulher, qualquer área envolvida por pele tende a sofrer os efeitos habituais do tempo. Falamos muitas vezes da pele da face, do pescoço e até das mãos que acaba por perder o brilho, a elasticidade e apresenta um aspeto mais seco.

 

Contudo, não são só estas zonas expostas que apresentam os efeitos do tempo: a zona da vagina e da vulva também é afetada, pois estão igualmente cobertas de pele e mucosa. E por isso podem também ser rejuvenescidas.

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Sintomas como secura vaginal, desconforto na utilização de roupas justas, incómodo na prática de exercício físico, dor nas relações sexuais, laxidão vaginal, incontinência urinária são apresentados pelas minhas pacientes.

 

Apesar de serem sintomas também relacionados com a chegada da menopausa, também recebo jovens pacientes com estes problemas que podem resultar, por exemplo, de um parto vaginal.

 

Tecnologias sem cirurgia

Com o desenvolvimento das tecnologias agregado às técnicas utilizadas, é hoje possível contornar estes problemas sem recorrer unicamente à cirurgia. Neste caso, estou a falar da utilização de tecnologia de radiofrequência ou o laser externo e interno. Nada desta dispensa um acompanhamento de fisioterapia do pavimento pélvico, que é essencial.

 

A ação desta tecnologia consiste na aplicação de energia na parede vaginal que vai estimular a produção de colagénio e uma reestruturação das fibras da pele, devolvendo a elasticidade e a flexibilidade da pele.

 

Ajuda também na lubrificação e na remodelação de tecido cicatrizado. Para os casos mais específicos de incontinência ligeira, vai promover um estreitamento dos canais e um reforço dos tecidos. Em todos os tratamentos há ainda benefícios para a textura da pele.

A grande vantagem da utilização destas máquinas está relacionada, não só com o tratamento em si, como com o pós-tratamento. Por se tratar de uma técnica não invasiva e indolor, a paciente pode retomar a sua rotina de imediato e não há cuidados específicos na recuperação.

 

Dependendo dos casos, a paciente poderá vir a necessitar de 3 sessões ao longo de 3 meses. Habitualmente ao fim da primeira sessão há um alívio imediato que vai ainda melhorando ao longo do tempo com a ação continuada que o laser provoca nos tecidos da pele.

Todas estas indicações não dispensam uma consulta de avaliação individual para se perceber qual a melhor forma de contornar o problema íntimo de cada paciente e um acompanhamento por uma equipa de fisioterapia específica.

 

 

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