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Reincidência de cancro do cólon reduzida para metade em pacientes que comem frutos secos

Os resultados vão ser apresentados na reunião anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica, a ter lugar de 2 a 6 de junho, em Chicago.

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Um estudo com vítimas de cancro do cólon em estágio III revelou que aqueles que consumiram cerca de 56g ou mais de frutos secos por semana apresentaram 42% menos probabilidade de voltar a ter cancro e 57% menos de hipóteses de morrer devido ao mesmo, relativamente aos que não comem este tipo de alimento, divulga a Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO).

 

Os resultados, que serão apresentados na reunião anual da ASCO, a ter lugar de 2 a 6 de junho, em Chicago, revelam que uma análise secundária indicou que o benefício do consumo de nozes estava limitado aos frutos secos como, por exemplo, nozes, avelãs e castanhas de caju. Apesar dos resultados, estas reduções benéficas não foram envidenciadas com o consumo de manteiga de amendoim ou de amêndoas.

 

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«Pacientes com doença avançada que passam pelo processo de quimioterapia perguntam com frequência o que mais podem fazer para reduzir as hipóteses de reincidência e de morte. Este estudo é uma contribuição importante para a ideia de que modificar a dieta e praticar atividade física pode ser benéfico», esclarece Temidayo Fadelu, médico no Dana Farber Cancer Institute, EUA, e líder do estudo.

 

Para o estudo foi analisado um questionário de um ensaio clínico de pacientes com cancro do cólon em estágio III, que começou em 1999. O questionário, que foi dado após a conclusão da quimioterapia, questionou a ingestão dietética, incluindo se os doentes comiam frutos secos e de que tipo comiam. Os investigadores estavam particularmente interessados ​​no consumo de frutos de casca rija, porque foram associados a uma menor incidência de obesidade, diabetes tipo II e redução da resistência à insulina.

 

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Os pacientes que consumiram 56g ou mais de todos os tipos de nozes por semana (19% de todos os pacientes no estudo) obtiveram 42% menor probabilidade de reincidência do cancro e 57% menor hipótese de morrer devido à doença em questão.

 

«Deve-se enfatizar que os autores não sugerem o consumo de nozes como um subtituto para a quimioterapia outros tratamentos para o cancro do cólon que melhoraram drasticamente a sobrevivência», remata Daniel Hayes, diretor da ASCO. «Em vez disso, os pacientes com cancro do cólon devem ser otimistas e fazer uma dieta saudável, incluindo nozes». Saiba mais aqui.

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