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Reflexões sobre marketing

Aleluia, aleluia aos campos de férias! Um brinde ao sol de primavera sem ‘Ads’ de verão a acompanhar! Que a força do magnésio esteja com os brócolos.

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Antes de começar o artigo de hoje gostaria de celebrar a campanha que aqui lancei aqui em abril de 2021, “O futuro começa com bebés”, pois parece-me que resultou 😀. Portugal está grávido! Pelo menos pela amostra que vejo à minha volta.

 

Viva a natalidade (e a reforma futura)! Parabéns às minhas amigas que daqui a uns meses estarão a mudar fraldas e a aquecer biberões🍼. Estarei sempre disponível para vos levar o almoço e dar dois dedos de conversa sobre outros temas diferentes desse que vos vai acompanhar pelos próximos meses (ou não!) e prometo ser uma ‘tia’ de colo sempre pronto, para vos deixar descansar 👶.

 

Hoje trago uma panóplia de temas que me têm inquietado

Provavelmente devido à ingestão excessiva de açúcar, das amêndoas e do pão de ló.

 

Acabaram esta semana as férias da Páscoa 🐰. Para nos fazer sofrer até à última, o campo de férias só abriu inscrições dois dias antes das aulas terminarem e com vagas limitadas! Esta mãe, de nervos em franja, esteve ali até ao minuto zero em que abriam as inscrições, com o rato no botão do “send” para garantir que ia ter as crias ocupadas (e cansadas) durante os 10 dias das férias. Missão cumprida com sucesso. Aleluia, aleluia, aleluia aleluuuuia!

 

Estes campos de férias, apesar de terem comunicação nas redes sociais são, para mim, o exemplo máximo daquilo que no marketing gostamos de chamar o “word of mouth” (passa-a-palavra). Não há forma melhor, e mais barata de publicitar um produto e serviço do que através do testemunho de clientes satisfeitos. Neste caso, nada melhor que pais felizes e alegres com um local seguro onde deixar os seus petizes durante as férias. Poderíamos até juntar outras valências do marketing como o “Buzz”, tendo em conta a velocidade a que, de ano para ano, as vagas desaparecem, e ainda o “Efeito Viral”, e não falo da massificação nas redes sociais, mas da velocidade a que a mensagem da hora e dia em que abrem inscrições chega aos pais nos vários grupos de WhatsApp. Digo-vos que, se tiverem interesse, têm um belo caso de estudo nos campos de férias! 😎

 

  • Se forem promotores de um campo de férias e estiverem já a pensar no próximo, o de verão, o conselho é: já deviam estar a promovê-lo! Se os pais já estão a marcar as semanas de férias no Algarve então também já estão interessados em ocupar os filhos nas semanas que sobram! – conselho de amiga 😊.
  • É claro que, hoje em dia os pais (e os filhos) procuram informação online, pelo que é crucial investir num bom site, em plataformas de redes sociais como Facebook, Snapchat, TikTok e Instagram (porque é preciso estar onde estão as mães e os filhos 😉).
  • Se não é a primeira vez que o campo de férias está a funcionar, use a base de dados de que dispõe e envie informação por email aos pais das edições anteriores – email marketing. A antecipação e a exclusividade serão fatores diferenciadores e decisivos. Depois é deixar trabalhar o poder do “passa-a-palavra” porque todos sabemos que os nossos filhos querem sempre ir acompanhados de um amigo (“BFF, BFF, BFF, best friends forever”), e nós vamos fazer de tudo para que isso aconteça.
  • Sem dúvida que hoje em dia o marketing de influenciadores tem muito peso pelo que, se o orçamento chegar, pode ser uma ótima ferramenta também para vender férias para os mais pequenos.

 

O sol tem espreitado e já inaugurámos a esplanada cá de casa. Está oficialmente aberta a época dos almoços ao ar livre (eu sei que vem aí a chuva, mas deixem-me sonhar)! Eu gostava de não gostar de comer e beber, mas já viram o que isso implicava? Implicava que me privaria dos almoços e jantares com os amigos, daqueles que começam às 12h00 e terminam às 20h00, se é que não seguem noite adentro.

 

Este sol que veio alegrar Portugal durante as miniférias da Páscoa já permitiu a muitos portugueses aproveitarem para os primeiros mergulhos e as primeiras garrafas de branco bem fresquinho na esplanada, tal como eu! Mas é impressão minha ou as marcas não estavam preparadas para esta mini libertação e ar de verão antecipado?  Sim, porque isto tinha de ir bater em algum sítio ao marketing e às marcas! Podemos falar de receitas saborosas ou daquele novo néctar dos deuses, mas não foi isso que nos trouxe aqui.

Quer-me parecer que, tirando as cores da tendência Primavera-Verão pouco mais há que nos leve pelos caminhos alegres e leves tão característicos das campanhas de verão. Andarei distraída? Ou será ainda muito cedo e é só sede de verão? 🤔

 

Quando é, afinal, a melhor altura para iniciar as campanhas de verão?

A resposta é, depende!

Depende do comportamento de compra do nosso cliente e da sazonalidade do nosso produto. É muito importante analisar as vendas dos anos anteriores e perceber como foi a procura dos clientes durante os meses de verão para antecipar os picos de vendas e preparar as campanhas de verão para no mínimo 15 dias antes, idealmente 1 mês antes (desses picos, entenda-se). Poderá fazer sentido, para algumas marcas, produtos ou serviços, começar estas comunicações já na Primavera. Lá está, depende!

Já aqui propus que se fizessem manifestos vários e hoje trago mais um.

 

Um manifesto a favor do Brócolo!

Pode parecer estranho e nada a ver com aquilo que se debate nesta rubrica, mas vejamos. Se dedicarmos algum tempo e atenção a ver as prateleiras das parafarmácias ou das lojas de produtos biológicos na secção de suplementos alimentares vamos ficar boquiabertos com a variedade de produtos que existem para suplementação de magnésio.

 

Perguntam vocês, tal como eu, mas precisamos fazer este suplemento? Bem, diria que, existindo uma alimentação variada, não.

 

É aqui que entra o brócolo. O mal-amado brócolo. 🥦

E porquê o brócolo? Podia trazer a banana, o kiwi, a abóbora, as leguminosas, a aveia, o arroz, as amêndoas, as nozes, ou até o chocolate negro (Sim! Rico em magnésio!) mas esses não davam luta porque desses todos gostam, mas do brócolo não. O brócolo é mal-amado e, por isso, exige uma campanha de marketing ‘à grande’.

 

Se tivesse de passar um briefing à agência (Tiago, prepara-te 😂) para fazer uma campanha a favor do brócolo, usaria os seguintes argumentos:

  • É verde como o meu Sporting (brincadeirinha).
  • É um tipo de couve originária da zona do Mediterrâneo e remonta aos tempos da Grécia Antiga (Hipócrates decerto comia muito brócolo).
  • É bastante versátil e pode fazer parte de diversas receitas como saladas, refogados, tortas ou pode comer-se cru ou cozido simples ou a vapor.
  • Destaca-se por ser uma hortaliça pouco calórica (100g alimento cozido tem 35 kcal) pelo que pode fazer parte da maioria das dietas.
  • Por conter vitamina K, ácido fólico e magnésio, o brócolo melhora as funções cognitivas e cerebrais.
  • Os brócolos contêm antioxidantes naturais como a vitamina C, que atua na produção do colagénio. Por isso, ajuda a retardar o processo de envelhecimento da pele (ainda ficamos mais novas!!!)
  • Hoje temos vidas muito stressantes e, níveis elevados de stress reduzem o magnésio no organismo. Talvez por isso exista tanta oferta de suplementos alimentares de magnésio disponíveis. Quiçá?
  • O magnésio tem um papel fundamental não só na contração muscular (daí estar muito associado às cãibras e cansaço), na saúde óssea, na gestão da diabetes e na gestão do humor.

 

O humor! Na minha campanha a favor do brócolo seguiria pelo caminho do humor. Ainda não sei com que headline, mas parece-me um bom caminho. E a vocês? Vamos transformar o brócolo num vegetal mais querido na mesa dos portugueses?

 

Se o Jamie Oliver conseguiu aumentar o consumo de frutas e vegetais no Reino Unido nós também conseguiremos aumentar o consumo de brócolo em Portugal. Não acham?

Que a força do magnésio esteja com o brócolo.

Volto daqui a 15 dias, depois das celebrações do 25 de abril, com mais novidades sobre consumo, o marketing e as marcas.

 

Espero ver-vos por aí, com um molho de brócolos, ou de cravos 😊.

 

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