Home»ATUALIDADE»NOTÍCIAS»Reduzir em excesso as calorias pode ter efeito contrário ao pretendido, revela estudo

Reduzir em excesso as calorias pode ter efeito contrário ao pretendido, revela estudo

Cortar demasiado no número de calorias ingeridas é algo comum em algumas dietas ditas ‘da moda’. Só que, após a perca de peso, o resultado leva a um aumento de gordura na zona da barriga e a perca de músculo. Ou seja, o que já se sabia deste movimento ioiô foi agora provado em laboratório.

Pinterest Google+

Se estava a pensar em fazer uma redução extrema no número de calorias que consome na sua dieta, pense duas vezes. Este tipo de dietas extremas pode ter consequências indesejáveis para o seu objetivo e a sua saúde no futuro.

 

Este tipo de dietas – onde se corta drasticamente o número de calorias para conseguir um emagrecimento rápido – costuma ser mais realizada por mulheres do que por homens. No início, existe realmente uma perca de peso rápida, mas os problemas começam depois, revela uma pesquisa levada a cabo nos Estados Unidos da América.

 

A redução do número de calorias consumidas leva a um aumento da gordura na zona da barriga e a uma redução de músculo. Para além disto, esta dieta pode provocar danos no coração, rins e sistema circulatório.

 

VEJA TAMBÉM: A VERDADE SOBRE A DIETA SEM GLÚTEN

 

Para chegarem a estas conclusões, os investigadores examinaram ratos fêmeas que sofreram uma redução de 60% nas calorias da sua dieta diária. Em correspondência, era como e houvesse uma redução de 2.000 calorias para uma dieta de 800 calorias em humanos.

 

Nos três dias em que foi realizada esta dieta houve uma redução do peso. Também o ciclo destes animais, que é semelhante ao ciclo menstrual da mulher, parou imediatamente. Esta dieta também levou a uma diminuição de fatores como o volume sanguíneo, pressão arterial, frequência cardíaca e função renal.

 

VEJA TAMBÉM: DIETA BAIXA EM HIDRATOS DE CARBONO PODE AFETAR FLORA INTESTINAL

 

Estas funções apenas foram repostas quando houve uma retoma da dieta habitual. Depois do término desta dieta extrema, os animais estudados, em comparação com os outros, tiveram uma maior acumulação de gordura abdominal. «Ainda mais preocupante foi a constatação de que a angiotensina II, uma hormona corporal, era mais potente no aumento da pressão arterial nos ratos que estavam nesta dieta hipocalórica», conta a principal autora deste estudo, a investigadora Aline de Souza, da Universidade de Georgetown, nos Estados Unidos da América. Quando a angiotensina II aumenta, existe um risco de desenvolver tensão alta. Um dos problemas decorrentes da realização de uma dieta extrema.

 

Estas descobertas foram apresentadas por Aline de Souza durante a conferência da Sociedade Americana de Fisiologia (APS) sobre ‘Doenças Cardiovasculares, Renais e Metabólicas: Implicações Sexuais Específicas para a Fisiologia’, em Knoxville, Tennesse. Esta conferência termina hoje, dia 03 de outubro.

 

 

Artigo anterior

Nova ferramenta de análise de ADN permite prever altura e possíveis doenças

Próximo artigo

Chorar faz bem e recomenda-se