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Redução drástica na mortalidade cardiovascular demonstrada com fármaco anti-diabético

José Silva Nunes, especialista em bioquímica nutricional, diabetologia e nutrição no Cen-tro Hospitalar de Lisboa Central, explica as vantagens de um novo medicamento na re-dução de problemas cardiovasculares em diabéticos.

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O estudo LEADER (Liraglutide Effect and Action in Diabetes) foi apresentado, recentemente, durante o último Congresso Americano de Diabetes (10 a 14 de junho de 2016, em New Orleans) e publicado na prestigiante revista ‘New England Journal of Medicine’.

 

Este estudo tinha como objetivo a avaliação dos efeitos de um fármaco antidiabético (liraglutido) numa população com diabetes tipo 2 e marcado risco cardiovascular. Esta população, seguida durante um período superior a 3,5 anos, era constituída por pessoas com diabetes tipo 2 que não apresentavam um bom controlo da sua doença, com idade superior a 60 anos e com fatores de risco adicionais para doença cardiovascular ou com idade superior a 50 anos e doença cardiovascular já estabelecida ou com doença renal crónica.

 

Esta terapêutica associou-se a uma redução muito marcada da mortalidade cardiovascular, na ordem dos 22%. Tal fez com que se verificasse uma redução de 13% no objetivo principal que o estudo pretendia estudar (análise composta de morte cardiovascular, enfarte do miocárdio não fatal e acidente vascular cerebral não fatal), redução de 15% na mortalidade global e redução de 12% nos eventos cardiovasculares major considerados (conjunto de morte cardiovascular, enfarte do miocárdio não fatal, acidente vascular cerebral não fatal, necessidade de cirurgia de revascularização coronária e hospitalização por angina instável ou insuficiência cardíaca).

 

Ao tratar 66 pessoas com liraglutido, durante 3 anos, conseguir-se-ia evitar que uma pessoa desenvolvesse um dos eventos major mencionados (morte cardiovascular, enfarte do miocárdio não fatal e acidente vascular cerebral não fatal). Conseguir-se-ia evitar uma morte (por qualquer causa) por cada 98 pessoas tratadas com liraglutido, durante o mesmo período de tempo.

 

Segundo as últimas estimativas da International Diabetes Federation, no final do ano transato, estimava-se que existissem cerca de 415 milhões de pessoas no mundo com diabetes e que a prevalência desta doença aumentasse para 642 milhões no ano 2040.

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