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Recomendações para uso seguro de ecrãs por crianças e jovens

O tempo que as crianças passam em frente a ecrãs deve ser equilibrado, de forma a diminuir o impacto negativo sobre o seu desenvolvimento e a sua saúde.

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Setembro é o mês do regresso às aulas, dos reencontros, do início de novas atividades e, inevitavelmente, de novas rotinas. A implementação de hábitos novos surge como uma oportunidade para criar rotinas saudáveis, em diversas vertentes.

 

O tempo que as crianças passam em frente a ecrãs deve ser equilibrado, de forma a diminuir o impacto negativo sobre o seu desenvolvimento e a sua saúde. Assim, o estabelecimento de novas rotinas pode ser uma oportunidade para gerir da melhor forma e promover a utilização segura das tecnologias e o uso adequado a cada criança.

 

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Recomendações para uso seguro de ecrãs por crianças e jovens

– Nas crianças com menos de 2 anos, não deve ser promovido o uso de ecrãs, evitando tanto quanto possível o uso de televisão, computador ou no telemóvel/tablet.

– Entre os 2 e os 4 anos, a exposição a ecrãs pode ir até 1 hora por dia.

– Dos 5 aos 10 anos, a utilização pode ir até 3 horas diárias, desde que complementadas e intercaladas por outras atividades físicas e recreativas, idealmente com contacto com a natureza.

– Os ecrãs não podem retirar tempo de sono, atividade física ou outros comportamentos essenciais a um estilo de vida saudável.

– A televisão e os dispositivos eletrónicos com acesso à internet devem ficar fora do quarto das crianças.

– A utilização de ecrãs (televisão, telemóvel/tablet, computador) deve ser evitada pelo menos uma hora antes de ir dormir.

– Evitar o uso dos ecrãs como recompensa/prémio (assim como a sua proibição como forma de consequência/castigo), pois levará a sua supervalorização dos mesmos pela criança/jovem.

– Acompanhar a criança na navegação pela internet, sobretudo em idades mais pequenas. É fundamental supervisionar os conteúdos a que a criança assiste, para capacitar e promover a utilização segura. Incentivar a análise dos conteúdos e desde cedo explicar que “nem tudo o que está na internet é verdadeiro”.

– Orientar as crianças no sentido de não partilharem dados pessoais.

 

– Estabelecer regras com a criança e configurar limites nas definições de segurança e privacidade ao instalar qualquer aplicação ou jogo (ex.: desativar janelas de conversação, desativar localização, tornar a conta privada).

– Supervisionar a escolha dos jogos, aplicações e sites, de acordo com a faixa etária, os interesses e as necessidades da criança;

– Alertar para os riscos associados à utilização das redes sociais. Adaptar a mensagem à idade e compreensão da criança, mas desde cedo conversar sobre os riscos da partilha de dados pessoais, roubo de identidade, o cyberbullying, etc.

– Recorrer a ferramentas de controlo parental que podem ajudar a tomar decisões mais seguras na orientação e acompanhamento das crianças/adolescentes na utilização de dispositivos com ligação à internet.

 

As crianças podem e devem utilizar as tecnologias à sua disposição, promovendo aprendizagens e experiências digitais positivas, desde que de forma segura, equilibrada e devidamente limitada.

 

Lembre-se que uma postura demasiado restritiva pode não ser adequada para o desenvolvimento saudável da criança mais velha e do jovem na Era digital. Assim, a capacitação para uma utilização segura é a arma mais poderosa para a utilização segura dos ecrãs. Em caso de dúvida ou preocupação, é importante pedir ajuda.

 

Além do papel fundamental dos pais / principais cuidadores é também importante reforçar o papel dos professores e educadores

 

Estes cuidados devem ser mantidos ao longo da vida, aplicando-se também aos adultos, não só como forma de exemplo, que é fundamental para as crianças, mas também para promoção da sua própria saúde.

 

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