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Reclamações? Só para inglês ver!

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Vou contar-vos uma situação. Recentemente, um casal com uma filha pequena alugou um quarto num hotel de 4 estrelas no Algarve. Iriam ser as suas merecidas miniférias de descanso, já que no verão não o poderão fazer por motivos profissionais. Logo, percebem o entusiamo depositado naqueles cinco dias, certo?

 

Rumaram ao Algarve, e qual não foi o espanto quando verificaram que de 4 estrelas o hotel não tinha nada. Velho, sujo e com um atraso de obras de mais de uma década.

 

E perguntam vocês: e pode-se vender um hotel com nível de 4 estrelas e não oferecer o serviço associado? Pelos vistos, sim. E nada acontece? Exato. Continuando…

 

O casal no próprio dia da chegada tentou mudar de hotel para outro da mesma cadeia. O hotel respondeu que não o podiam fazer, porque a estadia tinha sido comprada a uma agência online e não a eles diretamente. Muito bem. O casal ligou para a agência online. Era feriado, a linha estava fechada.  Pelos vistos, nada havia a fazer. Ficaram lá nessa noite e decidiram mudar no dia seguinte.

 

Logo de manhã, ligaram então para a agência online que disse que ia ver o que podia fazer. Retornaram a chamada a dizer que não podiam fazer nada e que o casal e a sua filha menor teriam de ficar nesse hotel. A justificação dada foi a de que o operador com quem a agência online trabalha não conseguiu fazer nada. Ou seja, já temos aqui um terceiro ‘responsável’ que também se desresponsabilizou.

 

E o casal e a pequena lá ficaram, ainda por cima parece que o tempo estava mau…

 

De regresso, decidiram apresentar queixa à agência online e pediram para, de alguma forma, serem ressarcidos. Uma semana depois, chega a resposta a dizer que deveriam ter apresentado queixa no Livro de Reclamações do hotel. E que nada poderiam fazer. Sugeriram denunciar a situação junto do Turismo de Portugal. E assim entra uma quarta entidade ao barulho.

 

Seguiu-se a queixa para o Turismo de Portugal. A resposta não demorou. E acham que o assunto ficou resolvido? Não. Esta entidade remeteu o assunto para a ASAE (a quinta entidade envolvida), que por sua vez respondeu ao Turismo de Portugal, que por sua vez fez chegar a sua resposta ao casal. A ASAE viu as fotos remetidas pelo casal na queixa e respondeu: «Por conter matéria que se insere no âmbito das competências desta Autoridade, vamos proceder em conformidade». Muito bem. Vão atuar em conformidade, para que a situação seja sanada.

 

E o casal vai ser ressarcido??? Bem… se quiserem algo de volta têm de ir a tribunal…

 

Reclamar, afinal, é só para inglês ver.

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