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Quotas podem impulsionar progresso no equilíbrio de género na política e nos negócios

Novo relatório do Instituto Europeu para a Igualdade de Género analisou peso dos homens e das mulheres nas tomadas de decisão nas esferas política e empresarial da Europa. Atualmente apenas um terço dos decisores políticos são mulheres, e nos negócios e finanças a percentagem de mulheres é de apenas 19%. Se a representação parlamentar continuar à mesma taxa, haverá igualdade de género em 2032 nesta área.

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As quotas podem impulsionar a igualdade de género em lugares de decisão nas várias esferas de intervenção da sociedade, especialmente na política e nos negócios, revela um novo relatório do Instituto Europeu para a Igualdade de Género (EIGE).

 

O relatório analisou dados dos países da União Europeia, Islândia, Liechtenstein e Noruega, bem como de sete países que recebem apoio do Instrumento de Assistência de Pré-Adesão da UE: Albânia, Bósnia e Herzegovina, Kosovo, Montenegro, Macedónia do Norte, Sérvia e Turquia. Os dados do EIGE levam em consideração quotas legislativas sobre a participação mínima de mulheres e homens em conselhos na Bélgica, Alemanha, França, Itália, Áustria e Portugal. Grécia e Holanda também têm quotas, mas foram adotadas muito recentemente para aparecerem nos dados.

 

Nos seis países com quotas considerados nesta análise, a participação média de mulheres nos conselhos é de 37,6%. Em países sem quotas, a participação de mulheres nos conselhos é de 24,3%. Nos seis países com quotas, a participação de mulheres nos conselhos aumentou em média 0,9 pp a cada ano antes de a quota ser introduzida. Isso saltou para um aumento médio de 3,0 pp por ano após a introdução da quota. O progresso em países sem quotas legalmente vinculantes estagna em apenas 0,7 pp por ano, revela o EIGE.

 

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Porém, a proporção de mulheres nas cadeiras do conselho e CEO ainda é pequena. Menos de 1 em cada 10 presidentes de conselho ou CEO é mulher. Isso apesar de o o número de mulheres presidentes do conselho ter duplicado desde 2012 (de 20 de 558 empresas em outubro de 2012, para 39 de 548 empresas em outubro de 2020), enquanto o número de mulheres CEO triplicou, de 12 para 41.

 

Média de representação por género na Europa

Em média, diz o relatório, apenas um terço dos decisores políticos são mulheres (33%) e nos negócios e finanças a percentagem de mulheres é de apenas 19%. A representatividade feminina mais baixa está nas organizações que representam os trabalhadores, com apenas 17% de mulheres decisoras. A representação feminina mais alta está na administração pública, onde a percentagem de mulheres em lugares de decisão é de 43%.

 

Se a representação parlamentar continuar à mesma taxa, haverá igualdade de género em 2032 nesta área. Atualmente, cinco países têm parlamentos com equilíbrio de género, com pelo menos 40% dos assentos ocupados por mulheres: Bélgica, Espanha, França, Finlândia e Suécia.

 

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Quotas na Europa

 

 

A proporção de mulheres nos parlamentos cresce três vezes mais depressa em países com quotas. A proporção de mulheres nos parlamentos aumentou mais rapidamente na Irlanda, Espanha, Luxemburgo, Polónia e Eslovénia depois de terem adotado as quotas. No entanto, o parlamento grego viu pouca mudança na proporção de mulheres depois de aumentar a sua quota em 2019.

 

No mundo dos negócios, em França, mais de 45% dos decisores em empresas são mulheres. Bélgica, Itália e Suécia têm cerca de 38% de mulheres, enquanto as mulheres representam pelo menos um terço dos membros do conselho na Dinamarca, Alemanha, Holanda e Finlândia.

 

No entanto, menos de um quarto (23%) das maiores empresas da UE têm conselhos de administração equilibrados em termos de género. Na Bulgária, Estónia e Hungria, mais da metade das empresas não tem mulheres nos seus conselhos.

 

 

 

 

 

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