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Quivis portugueses são mais apreciados do que os importados

Projeto de investigação realizado pela Associação Portuguesa de Kiwicultores em parceria com a Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa quis identificar um conjunto de atributos físico-químicos e sensoriais que distinguisse o quivi nacional face ao produzido noutros países.

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Os quivis portugueses são mais apreciados do que os importados. Esta é a principal conclusão de uma investigação realizada pela Associação Portuguesa de Kiwicultores (APK) em parceria com Escola Superior de Biotecnologia (ESB) da Universidade Católica Portuguesa.

 

O estudo decorreu ao longo de dez meses e integrou três amostragens – em dezembro de 2017, fevereiro/março de 2018 e junho de 2018 –, nas quais foram analisadas 28 amostras de quivis da variedade Hayward, sendo que 18 eram de origem portuguesa. O objetivo central da investigação visou identificar um conjunto de atributos físico-químicos e sensoriais, que permitiram avaliar a perceção da qualidade do quivi nacional face ao produzido noutros países.

 

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Entre os indicadores físico-químicos estudados, foram analisados a firmeza, a cor, o grau Brix, o pH, a acidez, a humidade, o teor em cálcio e potássio e os compostos voláteis. O estudo do perfil sensorial dos quivis foi realizado pelo painel de provadores treinados e peritos da ESB-UCP e permitiu estabelecer a caracterização da aparência, do aroma, da textura e do sabor dos frutos.

 

A avaliação da qualidade sensorial dos quivis e da preferência/aceitação do produto envolveu 59 profissionais ligados à produção e/ou comercialização de kiwis e 119 consumidores. Para esta investigação foi avaliada a apreciação global (numa escala de “Péssimo” a “Excelente”) e a adequação da doçura, acidez e firmeza (através das avaliações “Insuficiente”, “Adequada”, “Excessiva”).

 

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Refira-se que, na primeira amostragem centrada na qualidade do produto, foram destacados, a nível da qualidade, três quivis, dois dos quais de produtores nacionais. Já na segunda amostragem, evidenciaram-se na apreciação hedónica quatro quivis, todos portugueses, e na terceira amostragem também, quatro quivis, três de origem nacional e um importado.

 

A análise dos resultados dos quivis menos apreciados revelou que a insuficiente doçura e a firmeza excessiva são fatores importante de depreciação para os consumidores, com a perceção da doçura, da acidez e da firmeza a evidenciaram-se como os parâmetros mais importantes da qualidade. Os resultados da avaliação físico-química e sensorial das características do odor e da cor, por outro lado, não indicaram que estes atributos tenham tido um impacto significativo na apreciação hedónica dos quivis.

 

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