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Quistos do ovário – parte 2

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EVOLUÇÃO E COMPLICAÇÕES

A evolução do quisto do ovário é muito variável. Assim os quistos foliculares tanto podem ter um crescimento progressivo, como se manterem estáveis, mas na maioria dos casos costumam, ao fim de um certo tempo (normalmente algumas semanas), regredir. Por outro lado, os quistos não funcionais do ovário (endometrioma, quisto dermóide e cistadenoma) têm a tendência para continuar a crescer, podendo atingir dimensões muito apreciáveis.

Ao longo da sua evolução, podem surgir várias complicações:

 

1 – Ruptura do quisto

Origina uma dor pélvica súbita e intensa e ocorre geralmente durante um esforço físico ou relação sexual. O conteúdo do quisto pode ainda provocar uma inflamação aguda dos órgãos intra-abdominais.

 

2- Torção do cisto

Quando o quisto atinge um determinado tamanho, ele pode girar ao redor do seu próprio eixo, causando uma torção do quisto, do ovário ou da trompa uterina, com estrangulamento dos vasos sanguíneos, originando um quadro clínico semelhante à ruptura. A intensidade da dor pode causar também náuseas e vómitos.

 

Os quistos ováricos normalmente não causam infertilidade, sendo o endometrioma uma das excepções. Nas mulheres em idade fértil, menos de 1% dos quistos ováricos são malignos. Na pós-menopausa a maioria dos quistos também é benigno, porém, a ocorrência de tumores quísticos com aspeto misto (partes sólidas e líquidas) é maior, o que exige uma investigação mais cuidada por parte do médico.

 

Na maioria dos casos, os quistos foliculares, do corpo lúteo, endometriomas ou quistos dermóides são facilmente distinguíveis pela ecografia, TAC ou Ressonância Magnética (RMN), não existindo normalmente confusão com tumores malignos. Porém, quando os exames imagiológicos complementares não são conclusivos e não é possível excluir a possibilidade de tratar-se de um cancro ovárico, o quisto deve ser retirado cirurgicamente para avaliação histopatológica. Algumas análises ao sangue, como o doseamento do marcador CA 125, podem ajudar a fazer a distinção entre o que é maligno e benigno, visto que em 80% dos casos de cancro do ovário este marcador analítico encontra-se com valores aumentados.

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