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Quinta do Pisão, um passeio pela natureza às portas de Lisboa

Bem no sopé da serra de Sintra e inserida no Parque Natural de Sintra Cascais existe uma quinta onde o respeito pela natureza é o mote para uma série de atividades que permitem estar perto de vários animais e plantas autóctones. Mostrar e preservar o património paisagístico natural da região é a forma de alertar para a necessidade de conservação da natureza. Tem até uma instalação artística num enorme eucalipto que morreu à sede, como alerta para as alterações climáticas. Afinal, estas não acontecem só lá longe.

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Ao todo, a Quinta do Pisão, localizada no concelho de Cascais, possui 380 hectares que dão guarida a raposas, coelhos, águias, perdizes, salamandras, cobras… mas também a cavalos, burros, póneis, ovelhas e até a uma pequena cabra, a Mé. Maioritariamente raças autóctones portuguesas. Veja imagens na galeria acima.

 

Com várias atividades previstas para permitir o contacto com a natureza, aqui pode fazer percursos pedestres ou de bicicleta por quilómetros de um caminho principal e vários secundários, andar de burro ou a cavalo, colher os seus próprios produtos na horta biológica, conhecer a importância das abelhas no apiário pedagógico, fazer um piquenique ou simplesmente descansar debaixo de uma árvore a ouvir o som dos pássaros.

 

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Esta quinta representa um património paisagístico natural de grande importância quer pela diversidade da fauna e flora típicas desta área, quer pelas ruínas de valor cultural e arquitetónico. Aqui pode encontrar antigos fornos de produção de cal, que laboraram até meados do século passado, uma vez que esta zona está inserida num maciço de calcário que vai até ao Guincho. Foi o desenvolvimento do cimento que ditou o fim do uso da cal e o fim desta laboração que agora se encontra em ruínas.

 

A sua localização beneficiou de condições propícias para o desenvolvimento, em tempos idos, da atividade agrícola, em particular culturas cerealíferas nas zonas mais altas, hortícolas e fruteiras nas várzeas com disponibilidade de água, a par de outras atividades e aproveitamento dos recursos naturais como engenhos de moagem e fornos de cal e pisões.

 

Ao criar a Quinta do Pisão, a Câmara Municipal de Cascais pretende salvaguardar este património natural, cultural e histórico, e ao mesmo tempo dar a conhecê-lo com o intuito de sensibilizar o público para a importância da preservação da natureza. Para isso, são desenvolvidas diversas atividades pedagógicas e apoiadas iniciativas de arte inovadoras.

 

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A atual estrutura da quinta resulta da agregação de várias propriedades ao longo dos tempos, perfazendo atualmente uns extensos 380 hectares. Este conjunto reúne assim um mosaico de paisagem e valores naturais que refletem um modus vivendi de uma exploração agrícola à época. A passagem pela Quinta do Pisão é, assim, não só um passeio pela natureza, mas também uma viagem ao passado e um avivar de memórias da vivência dos locais há dezenas e centenas de anos.

 

Um ponto de passagem obrigatório por esta quinta é a gruta de Porto Covo, onde foram identificados vestígios de uma comunidade do Período Calcolítico e da Idade do Bronze. A capela dedicada a Nossa Senhora da Conceição é outra das atrações.

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