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Quinta do Gradil aposta em novas experiências que unem o passado e o presente

Uma sala de eventos que nasce dos escombros de um palácio, um restaurante que se diferencia cada vez mais pelas experiências que proporciona e a preservação e divulgação do legado histórico fazem parte da nova estratégia da Quinta do Gradil, localizada no Cadaval. E nada melhor que que juntar vários chefs reputados para, a várias mãos, destaparem um pouco o véu do que aí vem.

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A ligação à história, à terra e aos produtos locais está a entranhar-se cada vez mais na estratégia da Quinta do Gradil, localizada em Vilar, no concelho do Cadaval. São os queijos de cabra, os cogumelos biológicos, a caça e até mesmo as urtigas – que têm uma história gastronómica nesta região – que melhor casam com os vinhos da casa.

 

Seja um colheita tardia, um reserva branco ou um tannat, a estratégia passa cada vez mais por proporcionar experiencias gastronómicas completas, onde o vinho pode até ser o ator principal, mas é elevado quando combinado com os pratos cuidadosamente pensados e preparados pelo chef Daniel Sequeira, com a consultoria do chef António Alexandre.

 

Este novo posicionamento é alicerçado também por um forte investimento na recuperação do património histórico. O palácio centenário que integra a quinta e que estava em ruínas está a ser recuperado para se transformar numa sala de eventos que, a partir de 2020, poderá acolher múltiplas experiências nesta quinta histórica localizada a menos de uma hora de Lisboa.

 

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E uma amostra já foi revelada. Um jantar exclusivo preparado a várias mãos mostrou o novo rumo da quinta. Alusivo ao tema ‘O V elemento’, sendo quatro deles o fogo, o ar, a terra e a água e o quinto, aqui, o vinho, os chefs puseram a imaginação a trabalhar para criar pratos originais harmonizados com os vinhos da casa. Veja imagens na galeria acima.

 

A cozinha esteve a cargo de Daniel Sequeira, o chef residente, António Alexandre, chef que se juntou recentemente à família para projetar a irreverência de Daniel Sequeira para níveis que coloquem o espaço nos roteiros gastronómicos de excelência, e dois chefs amigos de ambos – Rodrigo Castelo e Eduardo Duarte.

 

Como entrada, pão do antigo trigo barbela com manteigas de cabra e de alicante bouchet. Um pão mais maçudo e inteiro que remonta ao passado. A acompanhar o espumante Brutt Nature. De seguida, o chef António Alexandre acendeu o fogo ao oferecer um pargo fumado com batata doce e alface do mar. A curiosidade? Vinha tapado com um copo cheio de fumo que, ao ser destapado, dominou o ar com cheiro a madeira. A acompanhar, o vinho Colheita Tardia.

 

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O chef Daniel Sequeira inspirou-se no elemento ar para trazer uma codorniz no ninho. A perna da codorniz esteve 12 horas em banho maria. No molho não faltavam as típicas urtigas. Este prato foi acompanhado com um Casa das Gaeiras Colheita Branco. O chef Eduardo Duarte mergulhou no mar e preparou um bouquet de peixes e mariscos, que foi acompanhado com um novo lançamento, o Quinta do Gradil Reserva Branco.

 

Já a chegar ao final da ementa, o elemento terra esteve a cargo do chef Rodrigo Castelo, que preparou um cabrito, com a recomendação particular de ser comido à colher, para saborear todos os sabores em simultâneo, incluindo um granizado que refrescava o prato. Esta criação foi acompanhada pelo Vinha do Carmo Tinto. Por fim, a sobremesa, novamente a cargo de Daniel Sequeira. Um inesperado quadrado com gelado de cabra, acompanhado com Quinta do Gradil Tannat.

 

E está feita a apresentação. O arranque para esta nova fase começou em janeiro de 2018 quando começaram as obras do Palácio que estava em ruína e que conta quase duzentos anos de história. Com as obras iniciou-se uma investigação sobre a origem da Quinta do Gradil e é assim revelada a ligação aos Marqueses de Pomba e e este legado histórico de uma mulher invulgar: Maria do Carmo Romeira da Fonseca, a grande impulsionadora da Quinta do Gradil. Terá sido por sua ordem que terão nascido as casas da Quinta do Gradil, tal como o icónico Palácio, uma das maiores referências arquitetónicas de toda a região.  E o passado adormecido volta agora ao presente.

 

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