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Quer ter uma ideia brilhante? Não pense em nada!

Os cientistas defendem esta teoria e os grandes líderes poem-na em prática. Para deixar o seu cérebro ter ideias novas, é preciso dar-lhe espaço. A teoria começa a fazer cada vez mais sentido numa sociedade em rede onde as pessoas têm sempre a mente ocupada.

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O que estava a fazer Newton quando descobriu a Teoria da Gravidade? Nada. Estava simplesmente a descansar debaixo de uma árvore. O que estava a fazer Einstein quando a Teoria da Relatividade lhe surgiu pela primeira vez na mente? A dormir. Foi um sonho que teve em adolescente sobre um trenó que viajava à velocidade da luz que viria anos mais tarde a dar origem à famosa equação.

 

Estes são exemplos de génios. Não quer agora dizer que se se sentar uma hora no sofá a olhar para o teto vá seguramente ter alguma ideia brilhante. Mas poderá, pelo menos, ter uma nova ideia de negócio ou chegar a uma conclusão em que tem de pesar várias variáveis. É nos momentos em que o cérebro não está a fazer nada (aparentemente) que surgem os momentos “ahah”.

 

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Se o cérebro está constantemente a ser solicitado no trabalho, e se continua a ser solicitado nos momentos de lazer, pouco espaço tem para produzir relações novas. Está sempre a dar resposta a solicitações. Parece básico? Não, não é. E os neurocientistas já há muito chegaram a essa conclusão.

 

Sabemos que o descanso é necessário para os músculos se restabelecerem após a atividade física, sabemos que o descanso é necessário para nos restabelecermos do cansaço laboral. Pois, também o cérebro precisa de descanso. Se bem que, quando não faz nada, o cérebro também trabalha.

 

No livro “Treina o teu Cérebro”, a neurocientista espanhola Marta Romo explica que se queremos ser criativos temos de aprender a “não fazer nada”.

 

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Mas não é só a falta de descanso da mente não nos permitir ser mais criativos, este também pode provocar distúrbios. «O cérebro necessita de muita flexibilidade para poder adaptar-se às mudanças de ambiente. E a falta desta pode provocar-nos mau humor, problemas de concentração, insónias, stress, esgotamento», revela a autora.

 

Segundo David Rock, diretor do Instituto NeuroLeadership, o nosso cérebro representa dois por cento da nossa massa corporal, mas consome 20 por cento de oxigénio. Porém, quando está a realizar uma tarefa, só lhe dedica cinco por cento de energia? Para onde vão os outros 15 por cento? Um mistério (ainda), mas que fortalece a ideia do importante trabalho feito de forma inconsciente. O problema é que, na sociedade moderna, sentimo-nos culpados por não fazer nada. Por isso, muitas pessoas caem no chamado “síndrome de hamster”, em que correm, correm sem chegar a lado nenhum. Por isso, se queremos sair do habitual, sermos criativos, encontrar uma solução para os nossos problemas, temos de parar e não fazer nada.

 

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E não vale dizer que não tem tempo para simplesmente não fazer nada. Jeff Weiner, CEO do LinkedIn, por exemplo, já revelou que marca na agenda diariamente entre 30 a 90 minutos de “nada”. O líder explica que criou este sistema em resposta ao excesso de reuniões e solicitações, que fazia com  que não tivesse tempo de processar nada ou simplesmente de pensar.

 

Weiner explicou num post nesta rede social que, ao início, sentiu-se desconfortável com estes períodos em branco, mas como o tempo «estas pausas tornaram-se não só importantes mas sim absolutamente necessárias para eu poder desempenhar o meu trabalho».

 

Siga então alguns dos conselhos que lhe damos para dar espaço ao cérebro na galeria: Não faça nada e tenha boas ideias.

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