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Quer ser doadora de óvulos?

Para determinar se uma mulher é saudável e está em condições de proceder à doação, é fundamental uma criteriosa avaliação das mulheres candidatas. Conheça todo o processo.

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Em continuidade com o artigo anterior vamos permanecer no tema da doação de ovócitos ou óvulos, mas esta semana centrado na questão das dadoras.

 

Seleção e avaliação da dadora

Os óvulos só podem ser doados por mulheres saudáveis com idades entre os 18 e 35 anos, segundo critérios rigorosos e enquadramento legal definido pelo Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida (CNPMA).

 

Requisitos para ser dadora:

  • Idade entre 18 a 35 anos
  • Função ovárica normal
  • Bom estado físico e mental
  • Não padecer de doenças genéticas ou infecciosas,
  • Não ter antecedentes familiares de doenças genéticas ou infecciosas.

 

Para determinar se uma mulher é saudável e está em condições de proceder à doação, é fundamental uma criteriosa avaliação das mulheres candidatas.

 

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Todas elas efectuam uma consulta de psicologia onde são discutidos, de forma confidencial, aspectos psicológicos, pessoais ou sociais referentes ao procedimento da doação. O objetivo é o entendimento de todos os fatores envolvidos de modo a permitir um consentimento informado. Nesta entrevista, são debatidos elementos relacionados com a motivação e implicações sociais, éticas e legais associadas à doação. Simultaneamente são fornecidas todas as informações gerais sobre o processo.

 

As potenciais dadoras preenchem também um questionário clínico que respeita os princípios legais de compromisso de honra e que será numa fase posterior esmiuçado e avaliado na consulta médica.

 

Todas as dadoras realizam um exame ginecológico completo, que inclui uma ecografia pélvica, que permite confirmar a normalidade do seu aparelho reprodutor e efectuam também análises sanguíneas, nomeadamente para confirmar a inexistência de hepatite B, C, VIH (Sida), Sífilis, entre outras.

 

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Durante a consulta é feito o despiste de doenças genéticas e hereditárias conhecidas, quer na dadora quer na sua família. É feita também uma análise dos cromossomas (cariótipo), com vista à identificação de anomalias cromossómicas que possam ser transmissíveis, podendo-se também pesquisar mutações ou pré-mutações genéticas (exemplo X Frágil). Não existem na actualidade testes para pesquisar todas as doenças genéticas possíveis.

 

Os exames realizados possibilitam analisar a saúde da dadora, mas também avaliar a sua capacidade para poder engravidar futuramente.

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