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Queda de cabelo? Pode estar sujeito a demasiado stress

A alopecia, mais conhecida como queda de cabelo, é um problema estético e de saúde que pode ter causas patológicas, quando é causada por doenças físicas ou psicológicas, fisiológicas, quando consiste num processo natural de envelhecimento, ou ainda ocasionais, provocadas por desiquilíbrios hormonais ou stress. A propósito desta última causa, falamos com a dermatologista Helena Toda Brito, que nos explica em que medida situações de stress graves podem levar à queda do cabelo.

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A queda de cabelo é um fenómeno que acontece naturalmente, já que este tem um ciclo de vida e está constantemente a renovar-se, o que nos faz perder entre 50 a 100 fios de cabelo por dia. No entanto, existem situações excessivas para as quais devemos estar alerta.

 

Segundo o The Hair Society, aproximadamente 35 milhões de homens e 21 milhões de mulheres no mundo sofrem de queda de cabelo. Apesar de não existirem estudos epidemiológicos que comprovem que esteja a ocorrer um aumento dos casos, verifica-se um aumento na procura de ajuda profissional para tratar estes problemas.

 

O tipo de queda de cabelo que resulta diretamente de um stress físico ou emocional denomina-se deflúvio telogénico. Helena Toda Brito explica que para compreender o que acontece nestes casos é preciso perceber o ciclo e vida do cabelo: «O ciclo de vida do cabelo consiste em três fases sucessivas:  a anagénese, que é a fase de crescimento, a catagénese, a fase de transição e a telogénese, que é a fase de repouso. Normalmente, cerca de 90% dos cabelos encontram-se na fase de crescimento (anagénese). A telogénese tem a duração de cerca de três meses e culmina com a expulsão do cabelo do folículo».

 

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No entanto, no deflúvio telogénico, o que acontece é que após um stress físico ou emocional grave um grande número de cabelos entra simultaneamente na fase de repouso, resultando numa queda de cabelo acentuada após cerca de três ou quatro meses.

 

«É importante salientar que apenas os fatores de grande stress para o organismo, como o stress emocional grave e prolongado, uma doença crónica grave, uma cirurgia ou dieta muito restritiva, se associam à queda de cabelo. O stress pontual do dia-a-dia, como uma discussão no local de trabalho, não vai afetar o organismo ao ponto de provocar queda de cabelo. Por outro lado, cada pessoa expressa os efeitos do stress de forma diferente, pelo que o stress nem sempre está associado a queda de cabelo», alerta a dermatologista.

 

Para além do efeito direto do stress nesta doença, é importante referir o efeito indireto. Helena Toda Brito explica que «a toma de medicamentos, como alguns antidepressivos, podem provocar queda de cabelo, tal como alterações no estilo de vida, uma dieta desequilibrada ou uma acentuada perda de peso».

 

«O stress pode ainda ser um fator desencadeante de outros tipos de queda de cabelo, nomeadamente a alopecia areata, uma doença autoimune na qual o organismo considera o folículo piloso como sendo estranho ao organismo, atacando-o e provocando uma queda de cabelo habitualmente em peladas, e também a tricotilomania, uma doença que provoca a compulsão de arrancar cabelos e/ou pêlos», diz a dermatologista.

Existem, no entanto, algumas medidas a seguir para prevenir o problema. «A prevenção da queda de cabelo desencadeada pelo stress passa pela adoção de estratégias para reduzir este mesmo stress, nomeadamente através da prática de exercício físico, de meditação e do sono reparador. É de referir que o deflúvio telogénico pode, no entanto, ser desencadeado por outros fatores para além do stress, pelo que evitar estar exposto a este, isoladamente, pode ser insuficiente para impedir a queda de cabelo».

 

Para quem está a atravessar este problema existem tratamentos próprios que o podem ajudar não só a sentir-se mais saudável como também a aumentar a sua auto-estima, já que esta é uma doença que se manifesta esteticamente.

 

«No deflúvio telogénico, a queda de cabelo foi determinada com cerca de três meses de antecedência, pelo que os cabelos destinados a cair vão-se soltar, independentemente dos cuidados adotados. A boa notícia é que habitualmente esta perda de cabelo não é definitiva e o cabelo voltará a crescer normalmente, desde que o evento desencadeante seja controlado e eliminado», explica Helena Toda Brito.

 

Neste caso, o tratamento passa pela evicção dos fatores desencadeantes do stress acentuado, podendo também associar-se a medicação tópica estimuladora do crescimento capilar e toma de suplementos alimentares específicos para o crescimento do cabelo. A dermatologista lembra que o primeiro passo é «consultar um médico dermatologista que possa indicar a medicação correta para ajudar a fortalecer o cabelo após a fase de queda».

 

Nos tempos que correm é imperativo não deixar que as situações de stress e ansiedade se tornem graves ao ponto de assumirem o controlo da sua vida e da sua saúde. Manter um quotidiano calmo e relaxado irá contribuir para uma melhor qualidade de vida, não só a nível psicológico, como também a nível físico. Veja tudo na galeria no início do artigo.

 

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