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Que stress! Como relaxar?

Entre os principais sinais e sintomas de stress temos as enxaquecas, irritabilidade, vontade incontrolável de chorar, fadiga crónica, alterações cardiovasculares, depressão e ansiedade. Uma das técnicas mais fáceis de contrariar estes sinais é o método de relaxamento muscular progressivo.

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Assim como muitos de vós, também eu sinto na pele e corpo os efeitos das exigências diárias. Esta parece ser a rotina de muitos. Acordar às seis da manhã, tomar banho à pressa, preparar os pequenos almoços dos filhos, o lanche da escola, deixá-los na escola e na creche, realizar bem o trabalho, mais tarde os trabalhos de casa do João, ir ao supermercado, fazer o jantar, dar os banhos…enfim!

 

Somos confrontados com a necessidade de desencadear estratégias de coping eficazes de forma a minimizar as repercussões causadas pelo stress, tendendo novamente para o equilíbrio físico e mental. Coping representa a atitude de gerir o stress e ter uma sensação de controle e de maior conforto psicológico.(CIPE,2016). Estratégias de coping são mecanismos cognitivos e comportamentais para fazer face a situações geradoras de stress.

 

O stress caracteriza-se por uma resposta do organismo, expressa por meio de manifestações de natureza física e psicológica, que podem ocorrer frente a situações que causem instabilidade de humor, medo ou insegurança e ansiedade. Lipp (2001).

 

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O stress é composto de três fases: alerta, resistência e exaustão. Tais fases são desencadeadas diante da presença de agentes stressores e podem produzir um conjunto de respostas fisiológicas que variam desde a preparação para uma ação (fase de alerta), esforço de adaptação em função de um estímulo duradouro (resistência) que se não enfrentado adequadamente favorece o surgimento de doenças, até uma situação mais grave (exaustão) com a presença de problemas físicos, emocionais e sociais que afetam a vida pessoal e profissional e em casos extremos pode levar o indivíduo a óbito. Lipp (2003),

 

Segundo Maurin e Boyd (1990), a sobrecarga pode ser objetiva e subjetiva. A sobrecarga objetiva é definida como algo observável, resultando em custos concretos para a casa decorrente da doença mental, desestruturação da vida quotidiana na família e em prejuízos financeiros. A sobrecarga subjetiva é definida com a avaliação que cada indivíduo faz da situação e a percepção (mensuração) da sobrecarga envolvida no cuidado.

 

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Para as autoras, o que distingue tais conceitos de sobrecarga são as especificidades dos problemas associados com a doença mental do paciente. Cassis et al. (2007) acrescentam ainda o termo sobrecarga emocional e apontam que a sua presença pode trazer prejuízos tanto na saúde de pacientes (repetição de hospitalizações) como de cuidadores (adoecimento e até mesmo óbito).

 

Entre os principais sinais e sintomas de stress temos as enxaquecas, irritabilidade, boca seca, vontade incontrolável de chorar, dores cervicais e lombares, aumento do consumo de cigarro, álcool e drogas, aumento da frequência micção (urinar), alterações no sistema imunológico, problemas relacionados com o sono, fadiga crónica, alterações cardiovasculares, depressão e ansiedade.

 

O enfermeiro aquando de uma avaliação do paciente reconhece e regista sinais e sintomas de ansiedade, numa escala que permite uma avaliação objetiva do grau de ansiedade sentida pelo utente. Entre as atividades promotoras de estilo de vida saudável, uma estratégia consiste em ensinar técnicas de relaxamento fáceis e exequíveis.

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