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Quantos amigos de verdade pensa que tem? Estudo diz que muito menos do que pensa

Se quisesse ir de férias neste verão com todos os seus amigos, seria preciso alugar um autocarro um carro de cinco lugares seria suficiente? Reflita sobre isso nas vésperas do Dia Internacional da Amizade, assinalado no próximo domingo.

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Segundo um estudo publicado na revista científcia ‘Plos One’ e responsabilidade Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), as pessoas têm menos amigos do que aqueles que pensam ter.

 

Depois de documentarem e analisaram as respostas de 84 alunos da mesma classe, os quais foram questionados sobre o grau de amizade que sentiam em relação aos seus pares, os investigadores do instituto concluíram que em apenas 53% dos casos houve reciprocidade. Ainda que o estudo seja de pequena escala, este sugere que as relações interpessoais podem transformar e mudar rapidamente.

 

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A escala de avaliação cumpriu-se entre 0 (‘não conheço esta pessoa’) e 5 (‘um dos meus melhores amigos’) e foram registadas 1 353 respostas.

 

Porque será que apenas metade das pessoas reconheceram uma amizade reciproca? Beatriz Gonzalez, psicóloga, acredita que para algumas pessoas «a amizade é simplesmente vista como algo ocasional, enquanto para outros trata-se de uma relação mais intensa da qual se espera sinceridade, lealdade e que seja de interesse mútuo», segundo as declarações citadas pelo ‘El País’.

 

Outra explicação, desta vez dada pelos autores do estudo, é que muito dos que avaliaram uma relação de amizade com valores baixos foram movidos pela preocupação de que a sua imagem pública fosse lesionada com receio de mostrar que vêem essa pessoa como uma ‘alma gémea’ e a mesma a reconhecer só como um/a conhecido/a. Posto isto, a reputação e a popularidade são efetivamente fatores decisivos, mas não os únicos.«As amizades são tão fracas como as evidenciamos», esclarece Adelaide Enguix, personal coach, ao ‘El País’.

 

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Esta fraqueza deve-se, de acordo om a especialista, ao ancestral temer da solidão humana: priorizamos ter muitos amigos de ‘baixa qualidade’ a arriscamos-nos ao ter poucos, mas bons. «Preferimos ter relações supérfluas a não ter nada de vida social. Por esta razão, não nos preocupamos em aprofundar as relações», conclui Enguix.

 

Numa situação em que não haja reciprocidade na relação, Adelaide Enguix acredita que devemos mostrar os nossos sentimentos independentemente de serem recíprocos ou não. «Não se pode querer ser feliz através daquilo que os outros sentem por nós, pois isso é o mesmo que estarmos a passar a responsabilidade (para os outros) do nosso bem-estar», conclui.

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