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Quanta vezes já verificou o seu telemóvel hoje? Saiba se está viciado ou obcecado

Nos últimos 30 anos, um professor de psicologia da Universidade da Califórnia estudou o impacto da tecnologia em mais de 50 mil crianças, adolescentes e adultos em todo o mundo.

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Confesse: está viciado no seu smartphone? Segundo Larry Rosen, professor de psicologia na Universidade da Califórnia, EUA, as pessoas verificam o telemóvel, em média, cerca de 60 vezes por dia durante um total de 220 minutos – quase quatro horas.

 

Como acontece com qualquer vício, o tempo em que se está distante da atividade ou substância em questão leva à depressão, ansiedade ou stress, sintomas também relacionados com a abstinência. Para haver um uso de tecnologia saudável, o especialista sugere criar um cronograma e atribuir uma certa quantidade de tempo para determinados dispositivos.

 

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De acordo com Rosen, o vício e a obsessão são conceitos diferentes. «Dependência é a necessidade de fazer uma atividade para obter sentimentos de prazer que, em termos de bioquímica, significa que o cérebro e os órgãos precisam de libertar mais produtos químicos como a dopamina e a serotonina, que proporcionam uma sensação de prazer». Por outro lado a «obsessão é uma questão baseada na ansiedade, onde cérebro e outros órgãos libertam produtos químicos baseados na ansiedade, como a adrenalina que fazem a pessoa sentir-se desconfortável e ansiosa».

 

Se está obcecado com o Instagram, pode obter um influxo de produtos químicos de ansiedade que, em seguida, coloca o corpo num estado em que se esforça para reduzir a ansiedade ao entrar na plataforma.  Esse tipo de obsessão desenfreada é visível com dispositivos como smartphones e em redes sociais. «É por isso que as pessoas sentem vibrações fantasma quando não trazem o telemóvel no bolso. É também por isso que os jovens andam muitas vezes com o telemóvel na mão, para que possam sentir a vibração da notificação de imediato», esclarece.

 

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O verdadeiro vicio pode levar à perda de relacionamentos, empregos e a reduzir o desempenho escolar. No caso de ser uma obsessão, é igualmente prejudicial, pois não faz bem a ninguém ter o corpo inundado de químicos que provocam ansiedade e sinais de desconforto.

 

A forma como os adultos utilizam a tecnologia promove um comportamento obsessivo nos filhos no futuro. Muito pais entregam dispositivos tecnológicos aos filhos em casa ou nos restaurantes para os manter ocupados. «Os pais estão a perder um tempo valioso de interação entre pais e filhos», finaliza Larry Rosen.

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