Home»VIDA»CASA & FAMÍLIA»Quando o meu filho entra pela primeira vez no infantário

Quando o meu filho entra pela primeira vez no infantário

Dados do PORDATA indicam que, em 2015, cerca de 265 mil crianças frequentavam creches e jardins de infância em Portugal. Esta é uma evolução natural na vida de uma criança, mas que angustia muitos pais e filhos. A Amélia, a Ema e o Cláudio estão este ano a fazer essa passagem. Saiba como está a ser a sua adaptação e as recomendações da psicóloga Catarina Lucas.

Pinterest Google+

Esta é mesmo a melhor estratégia, revela Catarina Lucas. Ir aumentando o tempo no colégio ao longo dos dias, à medida que a criança se vai ambientando. Mas não só. É importante dar informações à criança, para ela se sentir segura e não abandonada. «A criança deve saber em que momento os pais a irão buscar (depois de almoço, depois do lanche…), para assim não se sentirem tão ansiosas com a incerteza do momento em que os pais a vão buscar. Outra estratégia importante é começar também uns dias antes a preparar a rotina do deitar e acordar, de forma semelhante ao que acontecerá quando se iniciar a entrada no infantário. Além disto, os pais devem explicar antecipadamente, caso a idade já o permita, o que irá acontecer, que a criança vai para um sítio onde poderá brincar, ter novas experiências e conhecer outras crianças. Desta forma diminuir-se-á o medo e a ansiedade da criança», explica a psicóloga.

 

Veja a galeria: Como poupar dinheiro nas compras

 

E o momento da despedida?

Depende da criança, da sua idade, da relação com os pais… mas este é seguramente o epílogo desta fase. Aquele momento é que na prática se diz adeus e vira costas. E, para muitos pais, é difícil dizer adeus, quando o filho fica a chorar. Por isso, as mães de Cláudio e de Ema, ambos com três anos, adotaram a mesma estratégia: uma despedida rápida e sorridente. «Uma despedida curta e simples para não prolongar muito a sensação de despedida», diz Stella Martins.

 

Já Joaquim Pavão conta que, para a sua filha de 18 meses, a despedida tem de ser mais suave: «Ficamos cerca de meia hora na sala. Eu saio primeiro. A mãe um pouco mais tarde. Insistimos no ‘xau’ que ela já compreende. Sem fintas, sem desaparecimentos mágicos e para já sem pressas».

 

Leia ainda: Tenho um animal doméstico. E agora?

 

Sobre as despedidas, explica Catarina Lucas, «é importante que os pais não alimentem as birras que possam surgir. Quanto mais tempo demorar a despedida, mais angustiante será para ambos. Os pais deverão transmitir segurança, boa disposição, naturalidade. Se demonstram ansiedade ou agitação, isso passará para a criança, que sentirá maior dificuldade em ficar. Afinal, é um processo normal e positivo e é dessa forma que deve ser encarado».

 

Amélia, Ema e Cláudio estão nesta altura a adaptar-se a uma nova fase, tal como muitas outras crianças. Apesar das naturais angústias, os pais acreditam que os eles vão acabar por se adaptar bem a esta nova fase. Não esquecendo que as crianças estão acompanhadas pelas educadoras, com muita experiência no acolhimento e integração das novas crianças no colégio.

 

Artigo anterior

40% dos casos de infertilidade devem-se a fatores masculinos

Próximo artigo

O preconceito aplicado ao movimento