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Quando o meu filho entra pela primeira vez no infantário

Dados do PORDATA indicam que, em 2015, cerca de 265 mil crianças frequentavam creches e jardins de infância em Portugal. Esta é uma evolução natural na vida de uma criança, mas que angustia muitos pais e filhos. A Amélia, a Ema e o Cláudio estão este ano a fazer essa passagem. Saiba como está a ser a sua adaptação e as recomendações da psicóloga Catarina Lucas.

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Amélia Pavão tem 18 meses, vive em Granja (Gaia) e está agora a entrar, pela primeira vez, num infantário. A adaptação está a ser gradual, tanto para os pais como para a filha. «Tudo é novo. Empiricamente, penso que está a ser difícil para todos. É a primeira filha. Custa chegar a uma sala e perceber que, até atingirem uma fase onde possam e devem socializar, parece um depósito. Isso custa», conta Joaquim Pavão, de 41 anos.

 

A entrada pela primeira vez num infantário é um momento marcante na vida das crianças e dos próprios pais. Muitas vezes, é a primeira vez que as crianças saem do seu ‘porto seguro’ e contactam com outras crianças fora da família e circulo de amigos. É, por isso, um momento importante que gera angustia na família. «Contudo, é um processo necessário e benéfico para a criança, devendo, contudo, ser gerido de forma eficaz para que seja um momento com influência positiva e não constrangedora para a criança», refere a psicóloga Catarina Lucas.

 

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O maior medo dos pais é que a criança não se adapte. Stela Martins, 40 anos e residente na Amadora, confirma o sentimento. Mãe de Ema, de três anos, revela que tem medo «que ela não se adapte socialmente e que não queira lá ficar». Porém, muitas vezes, são mais os pais a sentirem estes medos e a dimensão desta nova fase: «Arriscaria dizer que é mais angustiante para os pais, pois já a interpretam de outra forma, tendo por base toda a sua experiência, conhecimentos e capacidade de raciocínio. Começam muitas vezes a antever situações e problemas que poderão nunca surgir e que, obviamente, a criança não tem ainda essa perceção. Tendencialmente, é um momento de maior ansiedade quando as crianças são mais pequenas, surgindo em muitos casos, dúvida, incerteza e até sensação de abandono», explica Catarina Lucas.

 

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Uma das estratégias mais usadas é fazer uma integração gradual, para a criança se ir habituando ao novo espaço e às novas pessoas que a rodeiam.  Foi esta a opção de Susana Reino, 39 anos, residente em Corroios e mãe de Cláudio, de três anos. «Começou, nos primeiros dias, por ir de manhã até ao almoço. Fui buscá-lo depois do almoço. Mas, para ser sincera, não me preocupava muito, visto estar acompanhado pela sua amiga de sempre. Achei sempre que a sua adaptação iria ser mais fácil com caras conhecidas».

 

Os pais da pequena Amélia, por ela ter apenas 18 meses, estão a fazer uma adaptação mais suave «duas horas de cada vez».

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