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Quando a sua esposa lhe liga para o trabalho, isso é bom ou mau?

Um novo estudo realizado pela Universidade de Baylor debruçou-se sobre as interrupções no trabalho e em casa – pelos familiares ou chefes, respetivamente – e chegou a algumas conclusões.

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Considere estes cenários. Está concentrado num projeto importante no trabalho e o seu telemóvel toca. É a sua esposa. Acabou de jantar com a sua família, está a levantar a mesa e o seu telemóvel vibra. É um email do seu chefe. São estas interrupções do trabalho e do tempo familiar prejudiciais ou positivas? Foi esta a questão levantada pela Escola de Negócios da Universidade de Baylor, EUA, que levou à realização de um estudo. E, após analisados os resultados, a resposta é sim e não.

 

O estudo foi feito com recurso a registos diários de 121 empregados que, durante dez dias, apontaram todas as interrupções que sofreram ao longo desse período. Os participantes tinham todos trabalhos com horários regulares, das 8h00 às 17h00, e viviam com a esposa ou namorada.

 

Os nossos resultados demonstram que o efeito das interrupções nos domínios do trabalho e da casa é duplo: «Por um lado, eles podem levar a consequências indesejáveis, incluindo obstrução de objetivos, promoção de afeto negativo, menor satisfação com o investimento no trabalho e família e conflito trabalho-família», escreveram os pesquisadores. «Por outro lado, uma maior integração do trabalho e da família pode permitir aos trabalhadores aumentar o efeito positivo, pois essas interrupções ajudam-no a cumprir determinados objetivos no trabalho e junto da família», explicam.

 

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Emily Hunter, professora de administração na Universidade de Baylor e autora principal do estudo, diz que a tecnologia está a desfazer os limites entre tempo de trabalho e de família, e isso pode ter consequências diárias sobre os trabalhadores.

 

«Quando investe num domínio, tem de retirar do outro. Há apenas 24 horas no dia», disse Hunter. «Interrupções da família levam tempo do trabalho sob a forma de obstruções de objetivo de trabalho, emoções negativas e menor satisfação com o investimento no trabalho», explica. Porém, diz que um planeamento adequado pode transformar essas interrupções em benefícios que ajudem os funcionários a cumprir objetivos de trabalho e familiares.

 

O estudo mostra que as violações das fronteiras no trabalho eram relativamente comuns, e os pesquisadores sugerem que gerentes e funcionários encontrem estratégias para gerir ativamente os limites do trabalho e da família.

 

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«Por exemplo, os funcionários podem reservar horários específicos do seu dia de trabalho para a comunicação com a família, como a hora do almoço ou uma pausa a meio da tarde, quando os filhos chegam a casa da escola», escreveram os pesquisadores. «Desta forma, eles permitem que o seu limite de trabalho seja permeável a contactos familiares em certos momentos, ao mesmo tempo que estabelecem limites a interrupções que, de outra forma, interfeririam com o fluxo de trabalho. Isso não só minimiza a obstrução do objetivo do trabalho, mas também pode gerar resultados positivos para os membros da família».

 

Por outro lado, quando o trabalho invade o tempo da família, os funcionários também podem usar isso como vantagem, disse Hunter. Os pesquisadores sugerem que os trabalhadores solicitem que colegas de trabalho ou supervisores entrem em contato a determinadas horas (depois do jantar, por exemplo) usando meios de comunicação com diferentes níveis de urgência: emergências apenas por chamada telefónica ou mensagem de texto. E o que puder esperar que espere pelo dia seguinte.

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