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Qualidade do ar no Porto pode melhorar com árvores estrategicamente plantadas

Investigação do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar da Universidade de Aveiro diz que seria possível reduzir 20% de dois dos maiores poluentes apenas com a ajuda da natureza.

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Para além disso, é evidenciado neste estudo que «os benefícios destas soluções estão diretamente dependentes de um adequado ordenamento do tecido urbano». Isto significa que «o planeamento do território, como é exemplo a seleção do local e áreas a aplicar estas soluções, entre outros fatores, é imprescindível, requerendo que as medidas sejam avaliadas antes da sua implementação, o que só é possível através de modelos numéricos».

 

«A qualidade do ar à escala local depende fortemente das singularidades de cada área urbana, pelo que a morfologia do território, onde se enquadra a presença da vegetação, e as condições meteorológicas locais são fatores preponderantes. Estamos a falar de um escoamento atmosférico complexo cujo comportamento varia hora a hora», aponta a investigadora. Apesar desta complexidade, Sandra Rafael garante que «temos hoje disponíveis um conjunto de ferramentas e de conhecimento que nos permitem apoiar a decisão política nesta temática».

 

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Assim, os resultados deste estudo reforçam a necessidade de integrar o conhecimento e as ferramentas científicas no planeamento urbano, para otimizar o papel das soluções baseadas na Natureza na melhoria da qualidade do ar e da qualidade de vida dos cidadãos. Sabendo que mais de 75 por cento da população europeia vive e viverá em áreas urbanas e conhecendo hoje os efeitos da poluição atmosférica na saúde humana, «é imprescindível garantir um ar de qualidade nas nossas cidades».

 

«Sabemos hoje que as designadas soluções baseadas na Natureza para a melhoria da qualidade do ar em ambientes urbanos permitem assegurar múltiplas funções e benefícios num mesmo espaço, podendo ser mais eficientes em termos de custo-benefício», aponta Sandra Rafael.

 

 

 

 

 

 

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