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Qual a melhor modalidade para mim?

Hoje em dia existe uma grande diversidade de tipos de aulas e modalidades, à disposição na maior parte dos ginásios: aulas coreografadas, body and mind, cycling, localizada, hidroginástica, passando pelo crossfit e pela natação!

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Como saber o que é melhor para cada um de nós? Perante tanta diversidade é difícil escolher, e não devemos fazê-lo sozinhos! Sozinhos iremos testar um pouco pela moda, pelo que ouvimos dizer, pelo que vimos, porque o professor parece simpático, há mil e uma razões que nos podem fazer embarcar numa modalidade que, eventualmente, poderá não ser a ideal para a nossa individualidade ortopédica ou cardiometabólica, ou para a fase em que nos encontramos. Podendo, inclusive, ser contraproducente para os nosso objectivos.

 

É importante frisar que as modalidades, as aulas, ou o programa semanal de exercício, devem ser criteriosamente selecionadas por um profissional, após uma avaliação em que se equaciona o enquadramento de todos os fatores: idade, género, nível de aptidão física e cardiorrespiratória, equilíbrio muscular e postura, objetivos. Até a fase menstrual, na mulher, pode ser um fator a equacionar!

 

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Da minha experiência em avaliação de pessoas candidatas a iniciar ginásio ou já praticantes, posso adiantar que a maioria delas beneficiaria de uma progressão não só no treino de ginásio (bastante usual, embora nem sempre feita à luz de critérios relacionados com a individualidade), como também nas aulas de grupo ou outras modalidades. Muitas vezes preciso de dissuadir as pessoas de fazer “o que gostam” para praticar “o que as beneficia” e permitirá atingir objetivos com saúde. Como na área da alimentação, nem sempre o que gostamos é o que nos faz bem.

 

Na área da alimentação, há alimentos que só se ingerirem pontualmente pelo seu “potencial desregulador”. No exercício também há tipos de esforços que são preferíveis se espaçados e devidamente enquadrados, com uma preparação prévia. Não estamos a falar de treino para a performance desportiva, e sim de exercício para a saúde, onde o objetivo é a melhor composição corporal, melhor saúde articular, redução do potencial de lesão, melhoria do equilíbrio muscular. Enfim, desejamos que o exercício seja adequado e sustentável ao longo dos anos, ao longo da vida.

 

Alguém que se encontre em fase inicial, saindo de um sedentarismo prolongado, em plena fase de adaptação anatómica, beneficiará de um programa individualizado de reequilíbrio muscular. Um programa individualizado só poderá ser prescrito por um professor com competências para tal. E até agora não avaliei um único sedentário de longo termo que estivesse equilibrado do ponto de vista motor. Caso a pessoa não tenha como ser avaliada por um profissional, deverá iniciar a sua prática com modalidades que abordem fortalecimento da musculatura postural e respiratória. Por exemplo: Pilates ou outras atividades “body and mind”.

 

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Existem ainda praticantes de longo prazo, cujas modalidades já deixaram as suas marcas, seja pelas lesões como pela tendência postural, agravada ou desenvolvida, e que necessitam de reeducação motora. Sim, nem sempre fazer ginásio há muitos anos é sinónimo de equilíbrio muscular.

 

Ainda assim, obviamente, é melhor ter praticado exercício com muitos erros, durante muitos anos, do que acumular anos de sedentarismo! Sem sombra de dúvida!

 

“Atividade física”, sempre! Aqui não há planeamento, há oportunidade! É andar a pé, é fazer corridas com os filhos, é andar de bicicleta com os amigos, é subir escadas, e é fazer aulas ou modalidades sem planeamento ou intenção! Já “exercício” tem adequação e progressão!

 

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