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Quais os melhores bombons para oferecer neste Natal? A DECO testou 15 marcas

Com recurso a um chef especialista em chocolate, a Associação de Defesa do Consumidor testou os bombons mais conhecidos do mercado e classificou-os numa escala de 1 a 5. Para que saiba o que oferecer neste Natal.

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Uma caixa de bombons é o típico presente que cai sempre bem a quem recebe e a quem oferece. Mas a dúvida impõe-se: quais oferecer à mãe, avó, primo, tio, colega ou amigos? A DECO testou 15 marcas de bombons disponíveis no mercado, com recurso aos conhecimentos de Nelson Félix, chef especialista em chocolate, que realizou a prova de degustação e os classificou entre uma e cinco estrelas. Em teste estiveram quatro características: brilho, equilíbrio de tipos de chocolate, crocância e cremosidade.

 

Primeiro, é preciso perceber quais são as características essenciais de um bombom. «O aspeto é o principal. O brilho: ou é atraente ou não. Numa montra é mais fácil escolher do que se o bombom estiver embalado. Ao comer, deve sentir-se a crocância, o chocolate deve quebrar. Sentir que está bem homogéneo. Depois, o sabor: conseguir apreciar os aromas do chocolate. Deve-se ler os ingredientes. O ideal é que tenham manteiga de cacau. Se for uma tablete de chocolate, de preferência, não devem existir gorduras vegetais adicionadas. Se for um bombom, deve ter pelo menos cacau e manteiga de cacau», explica a Associação de Defesa do Consumidor no seu site.

 

Também há que ter em atenção os sinais que indicam que o bombom não está nas melhores condições. Rejeite os que tiverem aspeto esbranquiçado, pois «é sinal de oscilações na temperatura». Neste caso, deverá devolve-los. Não estão estragados, mas sim alterados e o sabor não será o pretendido.

 

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Outra opção a ter em atenção na hora da compra é se é um bombom artesanal ou industrial, sendo que é do conhecimento comum que o industrial é normalmente mais barato porque tendem a baixar na qualidade. «Apostam em camadas muito finas de chocolate, aumentando nos recheios, com gorduras de palma e de coco, com misturas de avelãs e amêndoas, muitas vezes dando bons aromas, mas perdendo no chocolate, ainda que consigam boas cremosidades e crocâncias, como camadinhas de bolachinhas», explica a DECO.

 

Explica ainda a associação que existe uma grande diferença entre bombons e tabletes de chocolate. «Num bombom pode haver as misturas de gorduras vegetais e de manteiga de cacau, e a lei permite que se chame bombom de chocolate. Tudo o que tem mais de 5% de mistura de gorduras vegetais são os chamados sucedâneos, muito mais baratos. Um sucedâneo pode custar €1 ao quilo e um chocolate pode custar €8 . O mais caro – mais do que o cacau – é a manteiga de cacau».

 

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Recuemos então no processo: «Na forma industrial de produzir o chocolate, esmaga-se as favas de cacau, retirando uma grande percentagem da gordura, ou seja, a manteiga de cacau. Fica a pasta de cacau. Depois de fazerem essa separação, preparam os lotes de chocolate mais e menos fluido. Quando comemos um chocolate, apreciamos o sabor e a intensidade e não ficamos com a sensação de gordura na boca. Num sucedâneo, fica-se com a sensação de que se está a comer margarina. A indústria precisa de ter preços aceitáveis, com caixas de chocolate a 5 ou 7 euros. O chocolate, em média, pode custar € 7 ou € 8 por quilo. Um artesão, se trabalhar os chocolates, tem de os vender a 55 ou 60 euros. O artesão, para conseguir o seu espaço, tem de fazer a diferença na qualidade».

 

Por cá, o consumo de chocolate instalou-se, apesar de Portugal ser o país da Europa que menos consome esta iguaria. Per capita, consumimos 1,6 quilos por ano, enquanto os nórdicos, 6 ou 7 quilos. Os portugueses preferem também os mais doces, apesar de não ser o ideal. Outros países da América ou da Europa Central preferem os negros, com maior percentagem de cacau, sem leite.

 

Vamos então à avaliação realizada pela DECO. Numa escala de uma a cinco estrelas, 10 das 15 marcas analisadas partilham a classificação de quatro estrelas. As outras cinco marcas de bombons (After Eight, Regina Classic Box, Baci Perugina, Côte D’Or Leite e Delaviuda Bombones) foram classificados com três estrelas. Já nas calorias, os números são elevados: por 100 gramas, os bombons rondam as 500 kcal. Portanto, é para se deliciar, mas com conta, peso e medida.  Veja agora, na galaria acima, a avaliação que a DECO faz aos 15 bombons.

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