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Professor português entre os finalistas mundiais do Global Teacher Prize

Jorge Teixeira é professor de ciências, no ensino público em Chaves, e está na reta final do chamado Nobel do ensino. O prémio de um milhão de dólares, cerca de 880 mil euros, será atribuído em março de 2019 ao grande vencedor.

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Os professores portugueses vivem um momento especial em termos de reconhecimento da comunidade: depois de no ano passado ter estreado o Global Teacher Prize Portugal, agora é precisamente o primeiro vencedor deste prémio que coloca Portugal no mapa internacional ao ver-se reconhecido como um dos 50 finalistas da edição de 2019 do prémio que acolhe candidaturas de professores e professoras de todo o mundo. O vencedor será anunciado em março de 2019 durante o Fórum Global de Educação e Habilidades, a realizar no Dubai.

 

Sobre esta surpresa de última hora, Jorge Teixeira não esconde a satisfação: «Para mim, já é o reconhecimento de uma vida de trabalho, que sempre desenvolvi com todo o empenho, dedicação e paixão».  Veja abaixo o vídeo do projeto deste professor.

 

Jorge Teixeira é, atualmente, professor de Física e Química na Escola Secundária Dr. Júlio Martins, em Chaves, formador do Centro de Formação e colaborador do Laboratório de Didática de Ciências e Tecnologia da UTAD.  Há 12 anos fundou, na Escola Secundária Fernão de Magalhães, o Clube do Ensino Experimental das Ciências (CEEC), com o intuito de conciliar ambas as vias de aprendizagem, formal e não formal.

 

A articulação do ensino formal com as atividades do CEEC mostra que há uma melhoria significativa de progresso e aprendizagem dos alunos. O Clube do Ensino Experimental das Ciências (CEEC) tem como principal missão disponibilizar aos alunos do ensino secundário um local de debate e experimentação de ideias sobre ciência e tecnologia ou de outros assuntos do seu interesse.

 

O CEEC é um espaço de ensino não formal, fora da componente letiva da disciplina, que trabalha em articulação com o ensino formal, realizado semanalmente, aberto a todos os alunos e de carácter facultativo, onde o ensino e a aprendizagem estão focados no aluno, cabendo ao professor o papel de supervisor e de dinamizador desse espaço. É aberto à comunidade, às iniciativas dos alunos e/ou professores, de custos muito reduzidos e que aproveita o material das escolas. É interdisciplinar, transversal e ajuda os alunos a encontrar a sua vocação.

 

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Prémio mundial

Na sua génese, trata-se de um prémio mundial no valor de 1 milhão de dólares, cuja primeira edição aconteceu em 2015 e que, anualmente, pretende distinguir um professor que se tenha destacado pelo trabalho excecional e que, desta forma, tenha contribuído particularmente para a valorização da profissão.

 

As candidaturas estão abertas a todos os professores em atividade de todo o mundo e estão enquadradas por um regulamento, que é público, e que abrange um conjunto de critérios considerados mais relevantes para o exercício da profissão.

 

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Uma equipa de auditores independentes valida as candidaturas e um júri multidisciplinar e multinacional (composto por professores, especialistas em educação, jornalistas, empresários, gestores, cientistas…) avalia as candidaturas e elege o vencedor.

 

Na sua primeira edição, o GTP recebeu mais de 5.000 candidaturas, de professores de 127 países, tendo sido eleita a professora americana Nancie Atwell .Em 2016, a vencedora do GTP foi a professora palestiniana Hanan Al Hroub e, em 2017, foi atribuído à professora inuit Maggie MacDonnell, de Salluit, Quebec, Canadá. Quanto à edição deste ano, teve uma vencedora, a professora britânica Andria Zafirakou da escola secundária Alperton Community School em Londres, no Reino Unido.

 

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