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Produtos químicos na indústria alimentar

Ainda existem produtos alimentares com quantidade de pesticidas superior ao máximo permitido.

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De forma a proteger os consumidores em 2015 e 2016, foi analisado pela EFSA (European Food  Safety Autority) os produtos químicos existentes no setor  alimentar. A análise foi efetuada nos vários Estados-membros da União Europeia e foi emitido um relatório que está disponível online.

 

É assumido que os alimentos que contêm resíduos de pesticidas podem representar um risco para a saúde pública. Mediante a existência de cada vez mais evidências, a União Europeia estabeleceu um quadro legislativo para a aprovação dos produtos químicos utilizados nos pesticidas e para a fixação de níveis de resíduos de pesticidas aceitáveis nos géneros alimentícios. Este quadro legislativo é complementado por programas anuais de controlo dos pesticidas.

 

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No mesmo estudo é possível verificar que em Portugal na maioria das amostras a quantidade de pesticidas é inferior ao máximo permitido, no entanto, ainda existem produtos alimentares com quantidade de pesticidas superior ao máximo permitido, apesar de a mesma quantidade ter diminuído de 2013 para 2014. Situação que me deixa particularmente preocupada ainda mais quando sabemos que estes alimentos são consumidos não só por adultos, mas inclusivamente por crianças.

 

Os alimentos não processados onde mais análises apresentaram valores acima do máximo permitido são as goiabas, maracujás, chá, folhas de aipo, nabos, romãs, salsa, amoras, entre outros. Quanto a alimentos processados os que apresentaram maior contaminação foram cogumelos, tomate, leguminosas, pimento, pêssegos, entre outros.

 

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Perante os resultados obtidos, as infracções identificadas pelos Estados-membros são partilhadas com os gestores de risco e com quem tem responsabilidades na cadeia alimentar, como os operadores das empresas do setor alimentar. A componente de avaliação de riscos do relatório é outra importante fonte de informação que deve ser considerada na hora de definir prioridades pelas entidades.

 

Fica no pensamento o melhor será deixar de comer estes alimentos? Não será esse o caminho certamente! Mas sempre que tenha essa possibilidade cultive os seus próprios alimentos, só assim consegue produtos ambientalmente mais sustentáveis, e consegue controlar os produtos químicos introduzidos na produção, ou em alternativa adquira sempre que possível alimentos biológicos, pois neste momento é o único tipo de agricultura certificada que garante a não utilização de produtos químicos de síntese.

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