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Produtos para cuidados pessoais enviam uma criança pequena para o hospital a cada duas horas

Champôs, cremes e maquilhagem aparentam estar seguros em casa, mas são responsáveis por levar muitas crianças menores de cinco anos ao hospital, segundo um novo estudo realizado por um hospital pediátrico nos Estados Unidos da América. A consequência é o envesamento ou queimadura química.

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Aparentemente seguros, os produtos de higiene pessoal, como champôs, cremes, maquilhagem, verniz para as unhas e perfumes, são responsáveis por enviar uma criança para o hospital a cada duas horas, segundo um novo estudo realizado pelo Centro de Pesquisa e Políticas sobre Lesões em Crianças do Hospital Infantil Nationwide, nos EUA.

 

Destinados a uso no corpo, estes produtos parecem, no entanto, aos olhos das crianças atrações coloridas e cheirosas, pelo que podem rapidamente causar problemas. Este novo estudo descobriu que 64.686 crianças menores de cinco anos de idade foram tratadas nos centros de emergência dos EUA por lesões relacionadas com produtos de cuidados pessoais, entre 2002 a 2016, o que equivale a cerca de uma criança a cada duas horas.

 

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O estudo descobriu que a maioria das lesões causadas por esses produtos ocorre quando a criança ingere o produto (75,7%) ou o produto entra em contacto com a pele ou os olhos de uma criança (19,3%). Essas ingestões e exposições na maioria das vezes levaram a envenenamentos (86,2%) ou queimaduras químicas (13,8%).

 

«Se pensarmos sobre o que as crianças veem quando olham para esses produtos começamos a entender como essas lesões podem acontecer», comenta, em comunicado, Rebecca McAdams, coautora do estudo e pesquisadora neste centro de pesquisa. «As crianças dessa idade não sabem ler, então não sabem para o que estão a olhar. Elas veem uma garrafa com um rótulo colorido que parece ou cheira a algo que eles têm permissão para comer ou beber, então tentam abri-la e engolir o que lá está dentro. Quando a garrafa se transforma em removedor de verniz de unhas em vez de sumo ou em creme em vez de iogurte, podem ocorrer ferimentos graves», remata.

 

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As três principais categorias de produtos que levaram a lesões foram os produtos para cuidados com as unhas (28,3%), os produtos capilares (27,0%) e produtos para cuidados com a pele (25,0%), seguidos pelos produtos de fragrâncias (12,7%). O removedor de verniz de unhas foi o produto individual que levou ao maior número de idas às emergências (17,3% de todas as lesões). Dos ferimentos mais graves que necessitaram de hospitalização, mais da metade foi devido a contacto indevido com produtos de tratamento capilar (52,4%).

 

Assim, é preocupante a facilidade de acesso a esses produtos: «As crianças veem os seus pais usarem esses produtos e podem tentar imitar o seu comportamento. Como esses produtos costumam ser armazenados em locais de fácil acesso e não costumam ter recipientes resistentes a crianças, pode ser fácil para as crianças abrirem as garrafas. Como atualmente esses produtos não precisam de ter embalagens resistentes a crianças, é importante que os pais os guardem imediatamente após o uso e os armazenem em segurança, de preferência num armário com fechadura ou um trinco. Estes passos simples podem prevenir muitos ferimentos e viagens ao hospital», recomenda a analista.

 

 

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