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Produtores nacionais unem-se para salvar Águia-caçadeira

Projeto pretende valorizar o contributo das searas de trigo nacionais para a promoção de biodiversidade de aves, incluindo a de espécies ameaçadas como é o caso da Águia-caçadeira.

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Com o objetivo de promover a conservação da Águia-caçadeira, o Clube de Produtores Continente (CPC), a Associação Nacional de Produtores de Proteaginosas, Oleaginosas e Cereais (ANPOC) e o Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos (CIBIO/BIOPOLIS) da Universidade do Porto, com a colaboração do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), juntaram-se num projeto que pretende valorizar o contributo das searas de trigo nacionais para a promoção de biodiversidade de aves, incluindo a de espécies ameaçadas como esta.

 

A Águia-caçadeira é uma das aves em maior declínio da fauna terrestre nacional, muito devido à substituição da cultura cerealífera de trigo e aveia por prados permanentes, cujo corte se faz mais cedo coincidindo com o período de nidificação desta espécie e que pode causar a perda de ovos, crias e por vezes adultos também.

 

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Os agricultores e proprietários de terrenos estão a ajudar ativamente na identificação das colónias destas aves, enviando ao CIBIO/BIOPOLIS e ao ICNF informações sobre os avistamentos das águias, o número de animais e, sempre que possível, o sexo dos mesmos, além de implementarem voluntariamente medidas de proteção dos ninhos e crias (delimitando o espaço em que estes se encontram, para que não haja atividade de máquinas agrícolas e instalando proteções anti predadores, por exemplo). Até ao momento já foram acompanhadas 13 ceifas de 26 produtores nacionais para implementar estas medidas.

 

A mais pequena águia

A Águia-caçadeira (Circus pygargus), também conhecida como tartaranhão-caçador, é a mais pequena das águias europeias e só está presente em território nacional de meados de março a setembro, migrando depois para África. Em Portugal, está classificada como ‘em Perigo de extinção’.

 

As águias-caçadeiras alimentam-se sobretudo de insetos, mas também passeriformes, répteis e pequenos mamíferos, principalmente ratos. A sua distribuição é maior nas planícies alentejanas, frequentando terrenos abertos com poucas árvores, nomeadamente áreas coincidentes culturas cerealíferas.

 

 

 

 

 

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